Saiba tudo sobre as principais atualidades de economia para concursos públicos!

Independente de qual seja sua atual ocupação — um estudante, concurseiro ou que leva uma rotina dupla entre estudar e trabalhar —, ficar antenado na economia do próprio país e do mundo é uma tarefa de extrema importância para todos os cidadãos atualmente.

Para todos os efeitos, somos movidos pelo dinheiro: conseguimos mudar de vida em infinitos níveis caso consigamos um cargo que pague bem (como os oferecidos no serviço público, por exemplo), temos acesso a bons produtos e serviços capazes de melhorar nossa qualidade de vida, além de, infelizmente, sermos afetados em grandes áreas da nossa vivência quando ocorre algo fora do país.

Caso não fiquemos antenados no que acontece no mundo econômico, não saibamos como estão as finanças internacionais e nos distanciemos de situações sérias e que irão nos afetar financeiramente de uma forma ou de outra, a vida será muito pior.

Estar ligado no mundo econômico nacional e internacional é mais do que uma missão cidadã: é uma forma de estudar a fim de garantir uma boa posição no concurso dos seus sonhos — o mesmo que, com sorte, irá te ajudar a mudar de vida!

Não é novidade para ninguém que grande parte dos concursos públicos cobrem matérias de atualidades em seu conteúdo programático, podendo ir desde eventos nacionais considerados “pequenos” até mesmo os que afetam não só um ou dois países, como também um continente inteiro.

Por isso, para que você fique por dentro de tudo no que se refere ao mundo da economia brasileira e seus afins, nós do DODF preparamos um mega artigo sobre os principais assuntos do momento! De forma prática, simples e didática, você sairá daqui com o ouro necessário para ser aprovado no concurso dos seus sonhos!

Vamos começar?

1 – Recuperação do PIB brasileiro

Segundo dados do Banco Mundial, a economia brasileira pode crescer cerca de R$ 2,4% em 2025, número acima da média encontrada na América Latina e no Caribe (2,3%) — em contrapartida, ano que vem, há a previsão de que o ritmo desacelere para 2,2%.

Especialistas do Banco Mundial argumentam que tal ritmo lento nessas regiões se dá por conta de questões externas (queda do preço de commodities em grandes exportadores, como Brasil, Chile, Venezuela e Bolívia) e internos (o combate à inflação em meio à política monetária, por exemplo). Além disso, fatores como baixo investimento em educação e limitação de gastos públicos e privados corroboram para a situação atual.

Como alternativas, o Banco Mundial propõe que os Governos fortaleçam cada vez mais a qualidade educacional de suas escolas, universidades e institutos de pesquisa, investindo também os mercados de capitais a fim de que ocorra maiores processos de inovação e empreendedorismo também, assim como aponta o relatório emitido pela Instituição.

O Produto Interno Bruto, significado de PIB, é a somatória de todos os tipos de bens e serviços produzidos por um país, estado e/ou cidade. Ele, além de indicar se a saúde econômica do território, apontando se é favorável realizar negócios e gerar novos empregos, também mostra a possibilidade de piora da economia (caso seja a situação).

Com o crescimento do PIB, mesmo que seja “pouco”, é possível prever um cenário econômico cada vez mais saudável, maior renda para a população no geral e uma melhor classificação no cenário mundial.

2 – Dívida global ultrapassa os 337 trilhões de dólares

Com o dólar mais fraco, a postura acomodativa dos bancos centrais e as condições financeiras do mundo atualmente, a dívida global atingiu o recorde de US$ 337,7 trilhões ao final do segundo trimestre de 2025.

De acordo com o Instituto de Finanças Internacionais (IFI), apenas nos primeiros seis meses deste ano a dívida global aumentou mais de US$ 21 trilhões, com países como China, França, EUA, Alemanha, Japão e Reino Unido registrando maiores aumentos de dívidas em dólares americanos, corroborando assim para uma grande desvalorização do dólar no mercado internacional — com cerca de 9,75% ao todo.

Da mesma maneira que ocorreu no segundo semestre de 2020, durante a pandemia da COVID-19, a dívida global de 2025 impulsionou um “acúmulo sem precedentes da dívida global”, de acordo com o Monitor da Dívida Global realizado pelo IOF.

Esta dívida, assim como o próprio nome já diz, é um débito de todos os governos centrais, estaduais e municipais com a soma de todas as dívidas acumuladas no planeta em conjunto com as encontradas no setor privado.

Tal aumento deve-se ao fato de o mundo estar passando por uma forte crise financeira, causado tanto por empréstimos e investimentos responsáveis por diminuir a velocidade do crescimento econômico atual.

3 – Geração de empregos sobre com mais de 200 mil vagas formais apenas em 2025

Com mínima história, o desemprego ficou em 5,6% no último trimestre de 2025, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ao todo, cerca de 06 milhões de pessoas estão desempregadas atualmente, de frente com mais de 39,1 milhões de pessoas com carteira assinada apenas no setor privado (com exceção de trabalhadores domésticos). Além disso, dois setores se destacaram na ocupação das vagas ofertadas, sendo eles:

323 mil pessoas nas áreas de Administração Pública, Educação e Serviços Sociais;

333 mil pessoas nas áreas de Agricultura, Pecuária, Aquicultura, Pesca e Produção Florestal.

Quanto aos trabalhadores domésticos, foi registrada uma queda significativa em tal grupo, com o equivalente a 174 mil pessoas a menos do que o normalmente encontrado.

Sendo assim, de acordo com o analista da pesquisa acima citada, William Kratochwill, tantas pessoas apenas conseguiram tantos empregos assim por conta da alta de pessoas ingressantes na educação pública sem carteira assinada — ou seja, empregos temporários feitos por meio de processos seletivos, os quais possuem tal caráter e são uma das várias formas de alguém adentrar no serviço público (você pode ver mais sobre o assunto e conhecer as outras maneiras de ingresso aqui).

Contudo, da mesma forma que pessoas conseguiram empregos no setor privado e público, a informalidade empregatícia também aumentou — com indivíduos trabalhando no próprio negócio sem CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), totalizando cerca de 38,9 milhões. Percebe-se, assim, que mesmo com tantas vagas encontradas de maneira formal e com possibilidade de benefícios e progressão de carreira, vários brasileiros ainda preferem o trabalho autônomo por questões de baixa escolaridade, trabalhando assim mais no ramo do comércio e da alimentação.

4 – Acordo entre Trump e Xi Jinping: como o Brasil entra na jogada?

Acredite ou não, até acordos internacionais envolvendo as duas maiores potências do mundo podem afetar nós, brasileiros, aqui da América do Sul.

Na última quinta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, selou um acordo com o presidente da China, Xi Jinping, a fim de diminuir a tensão comercial presente entre os dois países.

Assim como dissemos em nosso primeiro artigo da série sobre atualidades (o qual pode ser acessado aqui), China e EUA estavam numa enorme disputa entre o comando da hegemonia econômica mundial, afetando não só a cadeia de suprimentos — tendo como exemplo bens de consumo, e-commerce e o agronegócio — como também a economia mundial, com outros países fora da jogada principal sendo altamente afetados por conta da diminuição das exportações após esse período conturbado.

Outro fator importante a ser lembrado em tal discussão é uma verdade inegável: ambos apenas estão em tão altas posições por conta das trocas comerciais feitas de maneira mútua. Enquanto os EUA sobrevivem por conta dos investimentos e exportações chineses, a China tem para onde exportar seus produtos a fim de chegar a cada vez mais pessoas — além de investir no Tesouro Norte-Americano também.

Logo, graças ao santo acordo feito recentemente, teremos a diminuição de 47% em tarifas médias sobre os produtos chineses por parte dos EUA, e a suspensão de restrições à exportação de terras raras por um ano por parte da China, como também a volta da compra de soja americana e o combate ao opioide sintético fentanil.

Tais terras raras se referem a um grupo de 17 elementos químicos responsáveis por grande parte da composição da tecnologia que não vivemos sem, estando tanto nos smartphones quanto em veículos elétricos. São chamados de terras raras por conta da singularidade que possuem em suas propriedades físicas e químicas — mesmo que não sejam raras, de fato.

As terras raras (compostas por lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio, lutécio, escândio e ítrio) dão à China certa vantagem perante a economia mundial, tanto por ser o território responsável pela produção de 60% delas em escala global quanto pelos 90% de refinamento desses elementos também.

Nesta ótica, ao se verem limitados pela produção e refino dessas terras raras, os EUA se viram numa situação vulnerável ao terem sua fabricação de tecnologias de sistemas eletrônicos, automotivos e de defesa interrompidos.

Muitos de vocês podem perguntar “tudo bem, mas onde o Brasil entra nessa jogada?”.

Nós, brasileiros, seríamos afetados em demasia caso este acordo não tivesse sido firmado justamente pela falta de insumos para a produção de veículos no setor automotivo, assim como ocorreu no México com a Honda — famosa por carros como o sedan Honda Civic e a SUV HR-V.

Não apenas no setor automotivo, mas o Brasil sofreria em altos níveis dentro de outros setores, em especial na agricultura e na mineração.

Além disso, ocorreu no último domingo (26) o encontro entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, os quais discorreram sobre as altas tarifas americanas impostas nas exportações brasileiras por parte dos EUA. As chances da diminuição de tais tarifas são grandes, mas ainda não há qualquer previsão para que isso ocorra de fato.

Nós do DODF te desejamos bons estudos e até a próxima.