Erros que todo concurseiro vai cometer antes de passar em um concurso!

Antes de conseguirmos atingir o topo dos nossos sonhos, passaremos por diversas derrotas em cadeira – e isso não somos nós do DODF que falamos, mas sim a vida.

A grande verdade que poucos querem admitir é: ninguém começa no topo. Grandes nomes da história mundial, inclusive da cultura pop, que hoje são reverenciados e lembrados mesmo após anos e anos de suas mortes, começaram assim como você, sem muitos recursos e repletos de dúvidas e medos se o que realmente desejavam daria certo de fato.

Às vezes, com alguns baques que levamos na vida, esquecemos que tudo na realidade é um enorme processo, logo não é porque você reprovou em três ou quatro concursos seguidos que você nunca conseguirá ser aprovado naquele certame dos sonhos. Talvez, em alguns momentos, tudo pareça perdido, mas saiba que os momentos de glória para os concurseiros que realmente se esforçam e dão o sangue e suor nos estudos chegarão para a alegria da nação brasileira!

Por isso, nós, do DODF, trouxemos um texto repleto dos principais erros que concurseiros cometem antes de chegarem à tão sonhada aprovação — além de, claro, trazermos alternativas brilhantes para você se esquivar deles!

Vamos começar?

1 – Escolher o primeiro concurso que aparece sem avaliar direito

Isso por si só é um tiro no pé, e o seu eu do futuro irá te odiar com todas as forças caso você decida fazer isso neste exato momento.

Cada pessoa é um ser individual, então não é porque seu primo e/ou alguém da internet falou que trabalhar como policial militar com tarefas de campo é ótimo que você também vai fazer isso — onde está o livre-arbítrio no meio disso tudo?

Assim que você decide estudar para concursos públicos, você precisa escolher em qual área irá focar, se é administrativa, jurídica, para cargos de níveis médio, etc. Assim, com um foco em mente, seus estudos serão melhor direcionados e você não perderá tanto tempo assim pensando no que pode reaproveitar dos seus atuais estudos quando outro certame aparecer no caminho.

Comece por um concurso de nível médio, mesmo que você já tenha uma graduação no currículo, visto que, em teoria, o conteúdo programático deles é um tanto mais brando em comparação com os vistos para cargos de nível superior. Além disso, certames do tipo costumam ofertar cargos com funções mais gerais, seja com foco em atendimento ao público ou simplesmente na parte administrativa dos órgãos. 

Nossa recomendação de certame para iniciantes neste mundo são:

  • Escrevente do Tribunal de Justiça de São Paulo;
  • Escriturário do Banco do Brasil;
  • Técnico do INSS.

2 – Estudar como um louco, sem descansar 

Definitivamente, dormir nunca será uma perda de tempo — ainda mais para quem precisa armazenar diversos tipos de informações em um único lugar, ou seja, nosso cérebro.

Subestimar o poder do descanso é um belo tiro no pé para quem deseja se livrar desta vida cansativa de provas e apenas aproveitar os benefícios de ser um funcionário público. Sem as horas necessárias de sono que você precisa, seu corpo ficará tão esgotado que nem ao menos levantar da cama você será capaz — quiçá estudar matérias complicadas, como matemática financeira ou até mesmo direito processual civil.

De acordo com estudos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), cerca de 72% dos brasileiros sofrem com problemas relacionados à falta de sono, tendo como exemplo a insônia. O mínimo para um jovem adulto conseguir lidar com as tarefas do dia a dia são 8 horas (uma realidade, infelizmente, muito distante do povo brasileiro, tendo em vista as várias demandas relacionadas ao trabalho e disparidades sociais encontradas em nosso país).

Caso a pessoa não consiga dormir, a consolidação de sua memória será afetada, fora o fato de a atenção e o poder de concentração diminuírem a ponto de parecer um peixinho dourado. Fora isso, também existem questões relacionadas tanto ao aumento de estresse quanto aos altos níveis de ansiedade que uma pessoa privada de sono pode ter.

Desta maneira, não escute quem leva como lema de vida “estude enquanto eles dormem”. Não faça isso! Durma enquanto eles dormem e estude enquanto eles estudam, afinal serão o seu esforço e aprendizado que te levarão à posse — e não a quantidade de noites que você passou em claro. 

3 – Decorar tudo em vez de realmente entender os conceitos

Para conseguir aplicar o que você estuda, é necessário muito mais do que apenas “decorar” os conceitos cobrados na sua prova — concorda que não adianta de nada decorar se você não entende para que eles servem?

Diferente de provas cobradas na fase do ensino médio e da faculdade, as bancas de concurso irão testar seus níveis de conhecimento a fim de saber se, no dia a dia do seu futuro cargo, você será capaz de saber como resolver determinada situação baseada naquela lei complicada de entender, ou até mesmo se o público atendido por você terá todas as dúvidas sanadas caso apareçam imprevistos financeiros (tendo como exemplo o dia a dia de funcionários do Banco do Brasil).

Saiba que, para um conceito, existem mil e uma formas de aplicá-lo, a depender de qual banca, cargo e nível de escolaridade estamos falando. Por exemplo: a lei sobre peculato pode ser cobrada de uma maneira mais branda no concurso de Escrevente do TJSP, mas, ao mesmo tempo, pedir ao candidato um conhecimento acima da média caso o cargo que ele esteja concorrendo seja relacionado a um promotor ou juiz.

Entender os conceitos e saber aplicá-los de diferentes maneiras, de longe, será o seu maior diferencial ao longo de sua jornada!

Para isso, não se limite em responder apenas às provas antigas do seu futuro cargo ou de uma única banca. Se desafie! Coloque à prova os seus conhecimentos de uma vez por todas, sem medo dos resultados — afinal, o que realmente contará no fim de tudo será o seu desempenho no dia da prova, e não os seus erros antigos durante a preparação!

4 –  Fazer poucas questões ou só as mais fáceis

Acredite, as bancas não querem facilitar seu caminho até a posse — e isso inclui elaborar as questões mais difíceis apenas para que determinadas pessoas, geralmente as mais preparadas, consigam decifrar suas respostas e, de fato, vencê-las no final.

Apesar de saber que a teoria é um ponto fortíssimo para alguém se destacar nesse meio, o maior diferencial que você pode ter em relação aos seus concorrentes é resolver o máximo de questões possíveis até o dia da prova.

Sim, por vezes pode bater aquele desânimo de já termos resolvido umas 30 e acertado menos da metade, mas ei! Lembre-se de que nem todos começam no topo, então é por meio do esforço e trabalho duro que, aos poucos, você conseguirá gabaritar a sua lista de questões e arrasar com tudo no seu certame dos sonhos!

Existem diversas plataformas que você pode utilizar para responder às questões, mas a que nós do DODF recomendamos é a pertencente ao Gran Cursos, ou seja, o Gran Questões. Além de possuir diversos recursos para que você consiga filtrar o tipo de questão que você deseja (desde assunto, temática, objetiva/discursiva, de qual banca, para qual cargo, de qual banca…), o melhor é o fato de ser totalmente gratuito!

5 – Ficar se comparando com a vida ilusória das redes sociais

A vida mostrada nas redes sociais é apenas um mero recorte da realidade; nem sempre o que você vê ali é real de fato.

As pessoas com a vida perfeita? Com 12 horas líquidas de estudo? Vários cursos preparatórios e acertos exorbitantes de questões a cada dia que passa? Desculpe acabar com a sua ilusão, mas muito provavelmente metade dessas coisas não são verdade.

Ficar se comparando com a vida ilusória mostrada nas redes sociais não vai te levar a lugar nenhum, além de noites insones, muito estresse, ansiedade elevadíssima e uma possível reprovação decorrente de todos esses fatores nem um pouco importantes para a sua jornada.

Entenda: só você sabe da sua capacidade, da sua realidade e o quanto você se esforçou para chegar onde chegou. Não é a falsa vida perfeita de uns e outros da internet que irá definir se você realmente conseguirá ou não chegar até a sua sonhada posse.

Mesmo que seja difícil — afinal, somos seres humanos e, consequentemente, falhos —, tente não se comparar ou achar que a grama do vizinho é mais verde do que a sua. Às vezes, aquilo é somente uma máscara para todas as dificuldades que a pessoa passa, e não a verdade completa.

Nós, do DODF, te desejamos bons estudos e até a próxima!