Concurso SEDEST: Pagamento parcial gera revolta entre fiscais

Após a anulação do concurso da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Concurso Sedest), neste domingo (24/4), os locais de prova foram tomados por confusões entre fiscais que não aceitaram a proposta de pagamento de 50% do valor inicialmente oferecido pelo Instituto Brasil de Educação (Ibrae).

Em vários locais de prova, a Polícia Militar foi chamada pelos contratados para intervir na situação.

Representantes enviados pela empresa ofereceram o pagamento de metade do valor acordado.

Inicialmente, o acordo era uma diária de R$ 240 para os chefes de sala e R$ 220 para os demais fiscais, pela jornada de 6h às 19h.

A sugestão gerou revolta entre os profissionais. No Iesb de Ceilândia, duas pessoas foram retiradas do local por incitarem a depredação do edifício.

Na Universidade Católica de Brasília (UCB), uma representante da banca examinadora reuniu os fiscais em no auditório e levou a proposta que havia sido feita pelo presidente do Ibrae, João Costa. A funcionária pediu para quem aceitasse receber a metade se reunir com as equipes às quais pertenciam.

Segundo os prestadores de serviço, ela também informou que outra prova será aplicada em 15 dias. “Peço para aqueles que não concordarem não dificultar o recebimento de quem aceitou [em receber 50%]”, solicitou.

Ainda de acordo com os fiscais, um dos policiais militares chamados para reforçar a segurança aconselhou os trabalhadores a receber a metade do valor e registrar um boletim de ocorrência na 21ª DP (Taguatinga Sul) para solicitar o valor restante depois.

A decisão da anulação das provas do turno matutino e a suspensão das provas do turno vespertino foi tomada após o atraso na distribuição das provas aos candidatos que estavam na Universidade Paulista (Unip), na 913 Sul.

Por meio de nota, o Ibrae informou que em breve vai divulgar as datas do próximo exame.

Concurso SEDEST: Pagamento parcial gera revolta entre fiscais
Concurso SEDEST: Pagamento parcial gera revolta entre fiscais

No período matutino, a prova aplicada era referente às vagas de especialista em assistência social nas especialidades de direito, pedagogia, psicologia, serviço social, administração, ciências contábeis, comunicação social, economia, estatística e nutrição.

Às 10h, muitas pessoas desistiram e foram embora revoltadas, com as provas em mãos.

Outros problemas apontados pelos candidatos foram a falta de detector de metais, de policiamento e falha na fiscalização. “Não tinha fiscal nos corredores nem mesmo no banheiro. O que é de praxe em todos os concursos. Foi uma bagunça generalizada”, disse o candidato Paulo Mesquita.

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Social disse que a responsabilidade da execução das etapas do exame é do Ibrae. “Ressaltamos que, havendo falhas na execução que coloquem o concurso em risco ou quanto à sua legalidade na realização, as medidas administrativas e judiciais serão tomadas pela secretaria”, acrescentou a pasta.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, o Ibrae informou que a situação do concurso estava regular, sem pendências. “O instituto apresentou as garantias devidas para a realização do certame”, disse a assessoria de imprensa da pasta.

Com informações metropoles.com


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