Pessoas, no geral, se comportam de diferentes maneiras para algumas situações parecidas em nossa vida. Algumas preferem carros manuais por serem mais econômicos, enquanto outras escolhem os veículos automáticos para terem mais conforto e menos trabalho ao trocar a marcha ou até mesmo a embreagem durante a direção. Em outras situações, como nos estudos, por exemplo, existem aqueles que não abdicam do bom e velho papel, ao mesmo tempo em que a outra parte gosta de aderir à tecnologia e estudar com o apoio de notebooks e tablets.
Dessa forma, se as pessoas se diferenciam em questões que envolvem carros e materiais para estudos, por que elas não fariam o mesmo quando falamos de métodos de aprendizado?
Apesar de não existir um número exato para quantos métodos existem no nosso planeta, podemos defini-los em alguns tipos de aprendizagem: visuais (por imagens), auditivo (ouvindo uma explicação), verbal (por meio da leitura e escrita de algo), entre vários outros.
Sabe quando precisamos estudar uma matéria extremamente teórica, porém os textos são enormes e não temos o tempo necessário para estudá-los com afinco, justamente quando o edital bate à porta? Pois bem, é um tanto difícil parar tudo e dedicar-se apenas a eles, por isso existe o famigerado fichamento.
Fichamentos nada mais são do que resumos que visam organizar as principais ideias de um determinado texto com o objetivo de economizar tempo na hora de revisar determinado conteúdo. Tanto pela praticidade quanto pela eficiência, esse método de estudo vem como um grande salvador da pátria para os concurseiros de plantão, afinal tudo o que mais queremos é otimizar tempo para dar conta de tudo, não?
Por isso, nós do DODF preparamos um superartigo para te auxiliar na criação dos seus próprios fichamentos, com dicas objetivas e realmente eficientes, visando poupar o máximo de tempo possível para que você consiga dar conta de suas outras demandas!
Vamos começar?
1 – Crie um código de cores
Além de dar uma aparência extremamente bonita para os seus estudos, é uma ferramenta que irá te ajudar imensamente a entender e formular melhor o seu fichamento.
A partir de um código de cores, o seu cérebro entenderá quais partes do documento que você está estudando são mais importantes de fato, diferenciando conceitos de explicações, de palavras difíceis de entender o significado e até mesmo para listar as suas dúvidas a fim de tirá-las depois, seja com o professor ou por meio de pesquisas feitas por você mesmo.
Para isso, basta escolher as cores para cada parte do texto que você deseja marcar. Por exemplo, é possível atribuir o amarelo a conceitos principais, vermelho para explicações e azul para termos que você não conhece e irá pesquisar depois.
Acredite, seus estudos serão muito mais produtivos, visto que o seu cérebro utilizará essas cores como um tipo de “gatilho”, aumentando o seu foco e a produtividade no que deve ser estudado, organizando assim uma melhor estrutura para a sua base de conhecimento que está sendo construída à parte do fichamento.
Você pode fazer este código de cores com diversos materiais, sejam eles marca-textos, lápis de cor, caneta esferográfica, post-its… As possibilidades não param nunca!
O mais importante, acima da estética visual, é utilizar o que melhor funciona para você!
2 – Faça uma leitura ativa do conteúdo
Lembra do código de cores? Então, será junto dele que você fará uma leitura ativa em seu texto e/ou conteúdo.
Mas, afinal, o que é uma leitura ativa?
Tal método, tão famoso nas redes sociais e no mundo dos estudantes por ser realmente eficiente no que promete, consiste no aluno interagir o máximo possível com o que está sendo estudado. Isto é, grifar conceitos (utilizando o código de cores explicado anteriormente), puxar setas para explicar conceitos e/ou fazer correlações com os seus conhecimentos prévios sobre o assunto, escrever ao lado sobre como o conteúdo pode ajudar a memorizar aquela matéria difícil que você teme responder no dia da prova… Entende o conceito de “interagir”?
Pois é! Pode parecer trabalhoso, mas nosso cérebro não consegue absorver o tanto que precisamos quando apenas lemos algo. É preciso, acima de tudo, estudar com intenção e disposição, tanto para errar quanto para acertar.
Nisso, é possível ter diversos caminhos por meio de um estudo ativo, visto que você pode voltar a uma parte específica e aprofundá-la por meio de pesquisas ou por meio de momentos específicos para tirar dúvidas com o seu professor atual.
Pelo fato de quase nunca podermos ter um tempo livre dos estímulos externos, sempre ouvindo barulhos na rua, a família conversando alto ou até mesmo os vizinhos de cima pisando duro enquanto estudamos, escolher o estudo ativo “obrigará” o seu cérebro a absorver o que for necessário em períodos assim.
De acordo com Tiago Merlone Pereira, em seu artigo publicado pela SAD (Secretaria de Estado de Administração), nosso cérebro se adapta à medida que conhecemos e aprendemos coisas novas, graças à sua neuroplasticidade (capacidade de organizar, adaptar e estruturar o órgão ao longo de nossa vida). Nisso, temos a “Pirâmide de Aprendizagem”, uma teoria que organiza
3 – Marque os principais conceitos e palavras-chave
Todos sabemos que, por vezes, alguns textos base de nossos estudos dão contínuas voltas em um único assunto ou até mesmo dão infinitos exemplos para uma única situação. Mesmo que seja feito com boa intenção, para nós, concurseiros, às vezes pode ser uma verdadeira perda de tempo importar-nos com tudo o que está escrito em seu documento. Com tantas matérias, leis, jurisprudências e regras de matemática para decorar, facilitar a maior parte das coisas se torna uma mão na roda.
Depois que você ler o texto inteiro, com o auxílio do seu código de cores criado previamente, é dado início ao momento de marcar os principais conceitos-chave, ideias do autor, referências bibliográficas e exemplos indispensáveis que você for encontrando ao longo do texto.
Isso te ajuda imensamente na hora em que você for passar para o papel o que você entendeu do tema, fazendo assim com que você não perca tempo procurando onde está determinado assunto ou a explicação do termo que está tirando o seu juízo pelo alto nível de dificuldade.
Quando falamos em marcar o principal, falamos em poupar. Ou seja, você até pode grifar um parágrafo inteiro uma vez ou outra, mas, caso não tome cuidado ao destacar somente o mais importante, seu fichamento se tornará tão longo quanto o arquivo original.
Comece marcando os termos desconhecidos a fim de fazer um pequeno glossário no início, assim você não se perderá (caso isso aconteça) quando for transcrever as explicações deles e das ideias dos autores ali inseridos.
4 – Escreva o fichamento com as suas palavras
Depois de saber o código de cores utilizado em sua leitura ativa, marcando os principais conceitos e palavras-chave.
É comprovado, por meio de estudos científicos, que conseguimos aprender muito mais se colocarmos com as nossas próprias palavras o que fora estudado anteriormente — seja em voz alta ou por meio da escrita. Isso se dá pelo fato de sermos “obrigados” a analisar todo o conteúdo a fim de compreender o verdadeiro significado do que ali está inserido. Assim, você reestrutura a principal linha de pensamento do texto da melhor maneira possível para você entender.
Além disso, conforme você vai explicando para si mesmo, é possível identificar certas lacunas de conhecimento em determinado assunto (algo normal, apesar de tudo, afinal nós não somos máquinas). Com isso, com dúvidas e cada vez mais questionamentos surgindo, você é condicionado a pesquisar mais sobre o assunto, deixando assim seu fichamento tão rico quanto ele ficaria de fato.
Lembre-se: fichamentos são apenas uma das diversas formas que você pode utilizar para estudar determinado assunto de sua prova. Talvez esse formato não funcione tão bem em matérias lógicas e matemáticas quanto funciona em assuntos carregados de textos e mais textos. Você até pode testá-lo e ver se é possível se adaptar a ele, independentemente do assunto!
Nós do DODF te desejamos bons estudos e até a próxima!











