Principais atualidades nacionais para concursos públicos!

Assim como dizem, o ano só começa de verdade após o carnaval, não concordam?

Com o fim da maior festa típica de todo o planeta, a vida real bate à porta e nos pede para focarmos no que realmente importa: nosso futuro em prol da estabilidade que poderemos alcançar, além de todos os benefícios, graças aos maravilhosos concursos públicos.

Após um período seguido por Natal, Ano Novo e Carnaval, não existem mais desculpas para deixarmos o estudo de lado por conta das comemorações destes feriados. Sim, é completamente plausível alguém não ter conseguido seguir seu cronograma à risca ou não ter estudado com tanta frequência quanto antes, e são nessas horas que precisamos colocar um ponto final na procrastinação para, novamente, começar a lutar por melhores condições de vida através dos estudos.

Mesmo que alguns comentem que o ano só começa após o carnaval, é um fato inegável que diversas situações sérias já ocorreram nestes poucos meses de 2026, as quais são capazes de afetar não apenas o país em que vivemos e a nossa vida pessoal, como também a maneira como iremos encarar o certame responsável por mudar a nossa realidade. Logo, mesmo em clima festivo, ficar antenado às atualidades de nosso Brasil brasileiro pode ser uma ótima forma de acumular alguns pontos extras na seção de “conhecimentos gerais e atualidades” da sua futura prova.

Por isso, nós do DODF preparamos um super artigo com as principais atualidades do início de 2026 para você, nosso querido espectador, anotar e ficar por dentro do que ocorre em vários âmbitos nacionais.

Vamos começar?

1 – Nova Reforma Tributária e a transparência no sistema

Ainda em fase de teste, o Brasil passa mais uma vez por uma nova reforma tributária, a qual tem como principal objetivo 

Dentre tantas mudanças, essa de longe é a maior que tivemos até agora quando falamos sobre os impostos brasileiros. Ao lado dela, saímos do raio de cinco impostos principais, como o PIS (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS/ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), para um único imposto o qual chamaremos de IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado Dual).

Tal imposto veio ao mundo a fim de que houvesse maior transparência acerca dos impostos sobre os cidadãos e os produtos que consomem. O termo “Dual” refere-se à separação feita ao redor do novo sistema tributário, o qual, ao invés de ser cobrado como algo único, foi dividido em duas frentes a fim de respeitar as autonomias características tanto do Governo Federal quanto dos Estados e/ou Municípios. Com o IVA Dual, conseguimos ficar livres de tantas regras referentes a apenas um único imposto, como no caso do ICMS, que possuía 27 legislações para que pudesse estar na ativa.

A estrutura do IVA Dual se divide em dois tributos, o CBS e o IBS. Cada um foi criado para abarcar esferas e objetivos diferentes, a depender do lugar:

  • No CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), com a Federal, substitui o PIS, o Cofins e, em partes, o IPI, a fim de financiar a seguridade social e as despesas inevitáveis com que a União lida no dia a dia.
  • Já no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), o qual é comandado pelos Estados e Municípios, coloca como um único imposto o que antes eram o ICMS e o ISS/ISSQN — uma baita mão na roda quando lembramos de quantos municípios ele irá envolver com sua chegada.

Além de transformar algo complexo e grandioso em algo simples e prático, tivemos também a ocorrência do “efeito cascata”, este referente ao fim da cumulatividade a cada nova etapa em que o cidadão está. Outro fato interessante e muito importante para anotar visando utilizar em sua futura prova é a tributação referente ao destino do insumo tributado. Se antes era preciso pagar impostos tanto em sua região de origem quanto no local onde ele é consumido, agora só é necessário tributar o local de destino do produto.

Ah! E mais um ponto: mesmo que exista esta “dualidade” e diferenciação entre o que serão impostos sobre produtos e serviços, eles ainda funcionarão como uma única igualdade — uma boa pegadinha para não cair e perder um ponto de bobeira no seu futuro certame.

2 – Eleições de 2026 e o perigo da IA

Se tem copa, de certo também terão eleições presidenciais.

A década de 2020 está sendo constantemente marcada pela forte presença das I.As, mais comumente conhecidas como “inteligências artificiais”, uma tecnologia de primeiro momento “milagrosa”, visto que é possível criar vídeos e imagens realistas sobre qualquer coisa e/ou qualquer pessoa, por mais absurdos que sejam os conteúdos inseridos neles.

Não somente com artistas e pessoas públicas, mas é possível, através da IA, criar notícias e informações falsas sobre qualquer indivíduo que você possa imaginar. Basta colocar o rosto de alguém nos chats do Gemini, ChatGPT e até mesmo do Perplexity (três das principais IAs que existem atualmente) e gerar uma mídia digital de um momento que nunca aconteceu — um fator que representa extremo perigo para as nossas eleições presidenciais.

Para além das costumeiras rixas entre partidos e eleitores, ficar atento ao que é ou não verdade se tornará uma tarefa dificílima ao longo deste ano, quando decidiremos quem irá comandar o país pelos próximos quatro anos. Nesse sentido, basta um clique e um pouco de más intenções para que algo horrível e quase irreversível ocorra no Brasil.

Se em 2024 a tecnologia ainda estava caminhando a passos de tartaruga em busca de melhorias, agora, em 2026, criamos mentiras realistas demais para que alguém não consiga acreditar que tudo o que ele vê é apenas faz de conta.

Porém, graças ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), regras entraram em vigor antes mesmo de o período eleitoral começar, sempre visando acima de tudo a transparência, honestidade e coletividade das eleições. Em primeiro lugar, qualquer propaganda feita por IA terá de ser rotulada explicitamente e, caso as plataformas onde elas foram postadas não tomem providências para remover tais conteúdos ilegais, serão juridicamente multadas, Além de também ter a possibilidade de qualquer candidato ter o mandato cassado caso utilize IA em prol da desinformação coletiva.

3 – Escala 6×1, uma nova esperança para o povo trabalhador

Na atual conjuntura, ainda vivemos modelos trabalhistas injustos e deploráveis — porém, ainda há esperanças de que tempos melhores partirão da extinção da escala 6×1.

Tendo sido debatida incansavelmente dia após dia, a escala de trabalho 6×1 (seis dias trabalhados para um de folga) está prestes a ter seus dias contados a partir da implementação de projetos de leis vindos de deputados federais, tais como Érica Hilton (PSOL-SP), Reginaldo Lopes (PT-MG) e Paulo Paim (PT-RS). Dentre as questões debatidas, estão:

  • A redução da jornada de 44 horas para 36 horas semanais, a depender do novo modelo escolhido, se 5×2 ou 4×3 (este último sendo muito comum em países europeus);
  • A transição gradual, a qual pode durar de 04 a 06 anos, reduzindo a cada ano 02 horas a menos do que a encontrada no regime antigo até chegar ao objetivo final (36 horas semanais);
  • A não redução do salário dos afetados pela escala 6×1 ao longo de tal mudança (uma informação que virou lei recentemente).

Nesse sentido, temos dois lados distintos acerca de tal mudança. De um lado, temos pessoas que defendem a redução, pensando na jornada exaustiva dos trabalhadores, a qual muitas vezes pode levá-los a sérios problemas de saúde (burnout, por exemplo), argumentando como eles teriam mais tempo livre para viver ao lado dos amigos e da família. Do outro lado, temos os opositores, geralmente compostos por empresas e indústrias, os quais estão mais preocupados com os custos que terão com a mudança, desde maiores custos com empregados formais para cobrir os dias de folga até mesmo a queda do PIB nacional.

É válido lembrar que muitas empresas contratam seus funcionários pelo regime PJ (Pessoa Jurídica), onde o indivíduo abre uma empresa para receber o salário, recebendo por dia trabalhado (logo, caso não exerça sua função por um dia de afastamento ou algo parecido, é descontado do valor final), dando notas fiscais enquanto trabalha, desprovido de qualquer direito trabalhista. Agora, num cenário diferente, temos o regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o grande responsável pela grande maioria dos brasileiros terem direito a férias remuneradas, salários pagos mesmo com alguns dias de afastamento, 13º salário, licenças e possíveis benefícios, como alimentação, transporte e plano de saúde. Logo, não concorda que as empresas possuem muito menos custos caso seus funcionários sejam PJ e não contratados formalmente?

A discussão da redução da escala ainda está em discussão na Câmara dos Deputados até o presente momento da publicação deste artigo.

4 – O ECA Digital e seus impactos no mercado multímidia

Se você acompanha o nicho de produção de conteúdos em plataformas sociais, como escritores e/ou ilustradores, está sabendo de primeira mão sobre as mais recentes mudanças impostas sobre o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) no que se refere ao mercado multimídia.

Chamado de ECA Digital, sob a Lei n° 15.211/2025, são previstas obrigações técnicas em perfis de redes sociais e jogos quanto ao acesso de menores de idade a tais. Em primeiro lugar, as plataformas não poderão ser abertas e/ou de fácil acesso para esse grupo, muito menos permitir que idades falsificadas tenham acesso a conteúdo +18, tendo assim verificações da idade real do usuário por meio de biometrias e apresentações de documentos. Outrossim, a conta pertencente ao menor terá que ser obrigatoriamente vinculada à dos responsáveis, permitindo assim que sejam monitoradas em tempo real, desde contatos até mesmo conversas por meio de mensagens.

Outras proibições, as quais afetam diretamente mercados da cultura pop, como o dos livros, também estão previstas para entrarem em vigor a partir de março de 2026, sendo elas:

  • Suspensão ou multas a conteúdos que coloquem em risco e adultizem a integridade física e mental de menores;
  • Proibições a conteúdos de propaganda acerca do mundo infantil após um vídeo mostrando brinquedos ou similares;
  • Designs com traços infantis e/ou que chamem a atenção ao lúdico das crianças, como capas de livro, por exemplo, que contenham em seu conteúdo interno assuntos não recomendáveis para públicos menores do que os indicados no rótulo (+10, +12, +14, +16 e/ou +18).

Aqui temos uma nova era brasileira visando a segurança jurídica, tanto dessas empresas, as quais precisarão pagar multas milionárias ou sofrer punições gravíssimas, quanto das crianças e adolescentes que poderão ter devidamente a infância e preparo psicológico e mental para crescerem no tempo certo, com acesso a conteúdos para suas respectivas idades.

5 – O menor índice de desemprego da história, mas nem tudo são flores

Acredite ou não, nosso país, Brasil, iniciou 2026 com o pé direito ao mostrar apenas 5,2% em taxas acerca do nível de desemprego entre a população. No entanto, assim como dissemos no título, nem tudo são flores.

Mesmo com uma taxa ínfima, ainda existem, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 12 milhões de brasileiros que recebem remunerações baixíssimas, muitas vezes menor do que o atual salário mínimo de R$ 1.621,00, ou estão inseridos em empregos informais, como ambulantes que não sabem como será o dia de amanhã e muito menos o que receberão no dia de hoje.

Outro fator que contribui para que tais indivíduos vivam abaixo da linha da pobreza são as constantes inflações encontradas sob o preço do mercado de alimentação e bebidas. Ainda, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), responsável justamente por monitorar essas inflações, indicou que o brasileiro que sobrevive com seu baixo salário utiliza cerca de 70% de sua renda para a alimentação, fazendo assim com que não sobre o suficiente para investir em educação, saúde ou moradia digna.

Dentre diversos fatores para realidades tão difíceis e duras de engolir, estão a desigualdade social, a mesma responsável pela falta de meritocracia e oportunidades para a população mais pobre do país. Enquanto em grandes centros urbanos vagas de emprego e acesso a cursos voltados para o ramo da tecnologia são constantes e de conhecimento de todos, raramente habitantes de lugares mais pobres, como favelas ou cidades pequenas com menos de 5 mil habitantes, terão acesso a essas mesmas notícias. Logo, se o indivíduo não possui boa educação ou conhecimento mínimo para terminar o Ensino Médio a fim de ingressar no ensino superior, é certo que ele precisará se contentar com subempregos ou salários que pagam pouquíssimo na busca por uma vida digna igual à encontrada na Constituição que norteia o Brasil.

Nós do DODF te desejamos bons estudos e até a próxima!