5 motivos para considerar a carreira de Escrevente do TJSP!

De longe, um dos concursos queridinhos e bastante famosinhos na atualidade é para o cargo de Escrevente do TJ SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Também, não é difícil entender o amor que ele recebe de velhos e novos concurseiros ao oferecer uma baita porta de entrada para um patamar que, se compararmos com outras situações, pode ser considerado de “difícil acesso” à grande maioria da população brasileira.

Muitos concurseiros mais experientes indicam para os novos no navio que comecem pelo certame para Escrevente, tanto pelos ótimos benefícios, salários incríveis exigindo apenas nível médio quanto pela possibilidade de ascender no cargo a depender de sua experiência acadêmica e profissional — o que, cá entre nós, apenas melhora tudo.

Não existe segredo nenhum para o concurso do TJSP: composto por apenas uma prova objetiva e uma redação dissertativa-argumentativa, com matérias consideradas fáceis de aprender e nível de dificuldade mediano, dar uma chance para que este cargo mude seu futuro por completo vale muito a pena. Em outros cargos públicos, como o de Promotor, Procurador e até mesmo de Magistrado, são exigidos três anos de experiência no ramo jurídico, seja ele privado ou público, então além de ganhar muito bem e trabalhar com dignidade, você também poderá utilizar o TJSP para caminhar para cada vez mais perto dos seus sonhos.

Por isso, nós do DODF preparamos um super artigo no qual irá te contar tudo e mais um pouco sobre 5 motivos irresistíveis para que você considere prestar a próxima edição do certame e tenha sua vida mudada por completo — já imaginou ter experiência no ramo público desde novo quando você for tomar posse do concurso dos seus sonhos, graças ao cargo de Escrevente do TJSP?! Seria incrivelmente demais!

Preparados? Vamos começar?

1 – Exige apenas nível médio

Estar no Tribunal de Justiça de São Paulo é uma oportunidade e tanto, uma ótima porta de entrada para o serviço público que te garantirá estabilidade e a força necessária para poder investir seu tempo em outros concursos mais difíceis e ainda melhores do que este, visto que tudo o que é exigido aqui ao nível de escolaridade é apenas o ensino médio.

Um pensamento geral tido como verdade (apesar de ser em partes) no mundinho concurseiro é o de que, para ganhar um salário acima de R$ 5 mil reais, é preciso ter nível superior em um curso de renome, como Direito, Engenharia ou até mesmo Medicina. Mesmo que isso em alguns casos seja de fato realidade, qualquer argumento do tipo cai por terra quando enfim conhecemos o cargo de Escrevente Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Mesmo sendo de nível médio, saiba que você, enquanto Escrevente, terá que lidar tanto com tarefas administrativas e de atendimento ao público quanto na organização, acompanhamento e despacho de processos judiciais. A depender de onde você irá trabalhar, seja um cartório ou gabinete de juiz, ainda precisará expedir mandados, certidões e ofícios — por isso que as matérias de Direito são cobradas em peso aqui.

No entanto, devido à alta concorrência, o concurso passa a ser considerado entre mediano e complicado, visto que exige apenas o nível médio — o que aumenta o número de candidatos por vaga em níveis estratosféricos. Mas, mesmo com alguns empecilhos, é sim possível ter no currículo este certame tão maravilhoso como sua primeira (de várias!) posses!

2 – Salários e benefícios irresistíveis

O cargo de Escrevente do TJSP não é famoso à toa — dentre tantos belos motivos para aderir a ele, estão os bons salários e benefícios irresistíveis que só ele oferece.

De início, o salário bruto oferecido pelo órgão é de algo próximo a R$ 6.504,60, composto, claro, pelo vencimento básico e gratificações, sendo divididos em:

  • R$ 1.968,34 de vencimento básico;
  • R$ 4.536,26 para a Gratificação de Atividade Judiciária.

A depender de suas qualificações, incluindo diplomas de nível superior, mestrado, doutorado ou outros títulos iguais a esses, o servidor também terá direito a receber o que chamamos de adicional de qualificação, o qual pode chegar a no máximo 12,5% do valor original do vencimento.

A cada cinco anos, os Escreventes recebem mais um tipo de acréscimo no valor correspondente a 5% da remuneração atual — com máximo de 20%. Agora, quando o servidor completar 20 anos de serviço, seu salário irá aumentar a partir de ⅙ do vencimento atual.

Quando falamos em benefícios eles ficam em pé de igualdade com os salários anteriormente citados, sendo divididos em:

  • Auxílio-alimentação de R$ 1.784,20;
  • Auxílio saúde, o qual muda a depender da faixa etária e se a pessoa possui algum tipo de deficiência ou não. Geralmente, inicia-se com R$ 624,00;
  • Auxílio-transporte de R$ 280,00;
  • Auxílio-creche de R$ 805,00 para até dois filhos com idade máxima de 5 anos;
  • Auxílio para filho com deficiência de até R$ 1.207,50, também limitado a dois filhos.

Percebe que trabalhar no TJSP, além de estar contribuindo significativamente para melhorar o país e ajudar as pessoas, também será muito bem recompensado por seus serviços? Incrível, não?

3 – Possibilidade de progressão de carreira

Engana-se quem pensa que irá começar e terminar no TJSP apenas com o cargo de Escrevente Técnico Judiciário.

Dividido em 3 níveis com 6 graus, um escrevente pode progredir sua carreira a cada 5 anos ou a partir da sexta parte após 20 anos de serviço. Essa progressão ocorre tanto com o auxílio do aumento salarial (comentado anteriormente), quanto pela promoção de cargo propriamente dita.

Neste caso, de Escrevente Técnico Judiciário, você pode tornar-se um Chefe de Seção, Coordenador, Supervisor ou Oficial Maior — essa progressão segue a mesma lógica imposta nos famosos e amados filmes do Homem Aranha: “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. Desta maneira, assim como você irá ter um cargo maior, também terá mais funções sérias a serem executadas.

4 – Home office? Tô dentro!

Em qual outro cargo — entre particular e, especialmente, do ramo público — você teria a enorme oportunidade de trabalhar direto da sua casa?!

Pois é, além de ter todas as vantagens citadas anteriormente, o cargo de Escrevente do TJSP também oferece home office para seus servidores.

Existem duas possibilidades para o home office: formato híbrido, no qual você trabalha apenas dois dias presenciais, ou totalmente remoto. Para ter direito ao benefício, é necessário preencher um formulário, esperar pela aprovação do seu gestor e certificar-se que você dispõe de todos os equipamento necessários para a plena realização do trabalho. 

Por ser um trabalho feito da casa do servidor, este não terá direito ao vale-transporte normalmente oferecido e poderá ter o benefício revogado a fim de voltar para o modelo presencial a qualquer instante.

Geralmente, é necessário esperar cerca de 36 meses (ou seja, três anos) para poder recorrer à possibilidade de trabalhar no home office. Em casos de o servidor ser uma pessoa com deficiência ou necessidades especiais, é possível pedir o acesso ao benefício bem antes de tal estágio probatório.

Em casa, você precisará assinar o ponto eletrônico, cumprir metas e ter a mesma produtividade que você teria caso estivesse trabalhando de forma presencial.

5 – Apenas uma prova objetiva e uma redação

Sendo ambas aplicadas no mesmo dia, o concurso do TJSP pode ser menos cansativo em comparação a outros, que possuem inúmeras etapas — desde provas discursivas, práticas e até mesmo cursos de formação — e transmitem maior ansiedade e estresse aos seus candidatos durante suas preparações.

Antigamente, até meados do ano passado em 2024, o concurso de Escrevente era dividido em duas fases distintas: o primeiro dia reservado para uma prova objetiva de múltipla escolha de 100 questões, e no segundo dia, para quem passasse para a segunda e última fase, uma prova prática de digitação.

2025 chegou dando fim a esse modelo que perdurou durante muitos anos ao trocar dois dias de prova para somente um, além de colocar uma redação junto da prova objetiva. Em termos de comparação, essa nova etapa parece mais difícil do que a de antes, porém tudo é questão de perspectiva.

Uma das regras para este novo modelo de aplicação foi que, somente seriam corrigidas as redações das primeiras pessoas melhor bem colocadas no ranking — com exceção de candidatos que recorreriam às cotas, fosse de pessoas negras ou com deficiência. Em ambos os casos, a redação teria caráter exclusivamente eliminatório.

Com um modelo parecido com o presente no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), o candidato terá que escrever uma dissertação dissertativa argumentativa para defender ou criticar um único ponto de vista a partir do tema dado pela banca (a Fundação Vunesp). Por este ano ser a primeira vez que tal mudança será implementada, não sabemos dizer qual linha o tema seguirá, se temas sociais ou mais filosóficos.

Independente de qual for, tenha em mente que estudar para o TJSP é uma oportunidade única em um milhão de tantas outras, afinal qual concurso de nível médio oferece entre R$ 7 e R$ 9 mil reais para seus servidores, ainda mais com a possibilidade de exercerem suas funções diretamente de suas casas?

Este ano já não é mais possível concorrer na edição de 2025, visto que a prova está marcada para a tarde do dia 07 de dezembro, um domingo. Porém, concursos do TJSP estão confirmados para serem realizados até meados de 2027, e como sempre dizemos: se você tem tempo e força de vontade, então comece se preparando desde já, afinal nunca se sabe o quão próxima sua posse está, não é mesmo?

Nós do DODF te desejamos bons estudos e até a próxima!