Quando falamos de concursos públicos, sempre temos alguns sinônimos em mente com relação a essa fase importante da vida de alguns muitos brasileiros atuais: muito esforço, estudos em primeiro lugar e, enfim, estar sempre muito atualizado sobre tudo (ou quase tudo) que acontece no Brasil e no mundo.
Você pode se informar em diversos lugares a sua escolha: no jornal da televisão, em aplicativos e sites onlines, revistas ou até mesmo nas redes sociais — o que mais importa, acima de tudo, é saber como está a sociedade em que vivemos.
Para além dos vestibulares, os quais exigem determinadas atualidades em suas provas (em especial, nas redações), os concursos batem ponto quando o tema é cobrar sobre os últimos acontecimentos ao nosso redor — prova disto é a última edição do certame do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o qual cobrou não apenas sobre o período de vacinação em massa contra a dengue, como também pediu para que seus candidatos respondessem tanto sobre os ataques do 8 de janeiro e o aumento do feminicídio.
Apesar de colocarem poucas questões sobre o tema, muitas das vezes pode ser por conta delas que você tenha a chance de passar de fase ou, por uma grande felicidade, alcançar a tão sonhada posse.
Claro, estudar sobre atualidades é algo muito amplo se pararmos para pensar sobre tal, por isso nós, do DODF, preparamos uma série de artigos nos quais iremos temas específicos em cada um deles a partir de blocos temáticos, a fim de que você possa direcionar seus estudos da melhor maneira possível!
Vamos começar?
1 – O cenário palestino em 2025
Uma das notícias mais tristes e importantes da atualidade, decerto, envolve a guerra entre Israel e Palestina.
Iniciada em 1948, em busca de que tanto Israel quanto a Palestina pudessem ter independência a partir de um estado próprio, a guerra entre esses dois países coleciona um momento sangrento e infeliz na história da humanidade.
O conflito mais recente iniciou-se em 7 de outubro de 2023, há quase dois longos anos, quando ambos queriam reivindicar a cidade de Jerusalém como sua capital.
Por já controlarem a região ocidental de Jerusalém, em 1967, Israel tomou posse da parte oriental logo em seguida, alegando que ela não poderia ser dividida por ser sua “capital permanente” — mesmo que a maioria da população seja composta mais por cidadãos palestinos do que israelenses.
A tragédia que deu origem ao pesadelo que o mundo vive hoje se deu por conta de um ataques por parte de combatentes do Hamas em Gaza, resultando em cerca de 1.200 mortes de israelenses e mais outros 250 reféns. Após isso, um ataque militar extremamente massivo assolou Gaza.
Durante uma reunião na ONU (Organização das Nações Unidas), alguns países voltaram pelo reconhecimento da Palestina como um Estado de fato, tendo como exemplo Portugal, a fim de que a guerra entre ela e Israel cesse de vez. Ao mesmo tempo, boa parte dos membros da ONU lutam o quanto podem para ocorrer um cessar-fogo quanto antes.
Apesar de no começo deste ano ter havido uma trégua, recentemente, ainda no mês de setembro, foram registradas cerca de 50 mortes em um único dia na Palestina por parte de Israel, fazendo assim com que o número total de vítimas, desde 2023, ultrapasse a casa dos 65 mil.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, discursou em conferências na ONU discursos cheios de críticas para com os países que desejam o reconhecimento da Palestina como um estado, alegando que eles “contribuem com o terrorismo” ao apoiarem a vítima da guerra.
Os EUA, uma das maiores potências governamentais e econômicas existentes, trabalha para ocorrer um cessar-fogo, mesmo que o país esteja ao lado de Israel. O Hamas, organização política que governa Gaza desde meados de 2007, vê tal ação como um apoio incondicional a Israel, sempre vetando e bloqueando ações e ajudas humanitárias em conferências da ONU que possuem como principal objetivo defender a ajudar Gaza a acabar com esse pesadelo de uma vez por todas.
2 – Alta tensão e deterioração da relação entre EUA e China
Tanto os EUA quanto a China detém cerca de 43% da economia global, visto que ambas se configuram como as duas maiores potências mundiais que existem.
Essa tensão torna-se bilateral ao afetar diretamente a economia mundial e a cadeia de suprimentos, visto que as potências se encontram numa enorme guerra comercial para ver quem irá comandar a hegemonia economia do planeta.
De um lado, temos um país com o regime no primeiro estágio do socialismo, distante do mundo afora por ter seus próprios aplicativos como alternativas aos mais utilizados (como o Whatsapp, Instagram, Facebook, etc) e com um modelo político que “impede” que novidades e ideais comuns para o Ocidente se implemente em seu território. Do outro, há um enorme país — tanto em território geográfico quanto quesitos econômicos — responsável por ditar o que será consumido ao redor do planeta em vários aspectos, como tecnológico, cultural, político e vários outros.
A disputa entre os EUA e a China não é uma situação nova e muito menos atual, tendo em vista que ela ocorre desde 2018, iniciando-se durante o primeiro mandato do então atual presidente dos EUA, Donald Trump, quando este começou a impor tarifas abusivas e outras barreiras comerciais acerca de produtos oriundos da China. Como última atualização do conflito, tivemos números exorbitantes vindos de ambos os lados: enquanto o país estadunidense impôs taxas de até 145% sobre tais produtos, a superpotência chinesa chegou a colocar números em torno de 125%, como resposta.
Ambos disputam o primeiro lugar como potência hegemônica mundial desde quando a China pulou da nona potência mundial (em 1975) para segunda (em 2001) após sua entrada na OMC, uma organização responsável pelo comércio do planeta em geral. A partir daí, ficando apenas atrás dos Estados Unidos, certa tensão de perder o primeiro lugar partiu da potência estadunidense, dando início à “guerra” e alta tensão entre eles.
No entanto, sentimos em lhe avisar, mas está enganado quem pensa que um poderia (ou seria capaz) de viver sem o outro independentemente do que aconteça.
Desde que o mundo é mundo, é possível ver que a existência para que essas grandes potências estejam onde estão hoje em dia se dá pelo fato de que uma não vive sem a outra.
Enquanto a China investe no Tesouro norte-americano e exporta para uma boa parte do planeta os mais diversos produtos que você possa imaginar, além de emprestar o dinheiro para o país, os Estados Unidos apenas se mantém na posição atual e com uma economia relativamente estabilizada apenas pelos investimentos e exportações chineses.
Desta maneira, é por conta da compra e da exportação de produtos que ambos estão no topo.
3 – Tarifaço de Donald Trump no Brasil
Por conta da imposição de tarifas de 50% em produtos brasileiros por parte de Trump, desde o dia 01 de agosto de 2025, as exportações brasileiros sofreram de maneira tremenda em alguns setores alimentícios, como, por exemplo, o café e a madeira, tendo em vista que tanto um quanto o outro tinham como maior consumidor o próprio Estados Unidos.
A atualização mais recente sobre o assunto se dá no fato de que Trump irá taxar novos produtos, como medicamentos, caminhões e móveis — percebe-se que até mesmo mercadorias de uso essencial entraram na onda abusiva de tarifas.
Infelizmente, essas ações só estão sendo colocadas em prática por conta de uma ideologia imposta no modelo de governo de Donald Trump, ao que ele sempre colocou, desde sua campanha para seu atual segundo mandato, ter a missão de colocar a “América em Primeiro Lugar” (America First, no original em inglês). Deste modo, elevar o aumento de tarifas e produtos para outros países nada mais é do que uma abordagem comercial para que uma de suas “promessas de campanha” se concretize de fato.
No entanto, o que deveria ser algo padronizado e igualitário para todos os países, no final de tudo, acaba sendo mais uma disputa pelo poder de estar no topo e no comando do que gira em torno do mundo. Apesar de tais tarifas atingirem não só o Brasil, a União Europeia, Coreia do Sul e até mesmo a Suíça, temos um aumento significativo quando falamos de países específicos e que, por algum motivo, possuem “intrigas” com os EUA. Temos como exemplo da situação China, Canadá e México, em especial com produtos farmacêuticos, eletrônicos, aço, etc.
Como principal justificativa para um aumento tão abusivo assim, Donald Trump declarou que apenas está garantindo a segurança nacional estadunidense, utilizando-se de tarifas como importante ferramenta de negociação para com os outros países afetados a fim de que os estadunidenses possam consumir cada vez mais produtos e produções feitas dentro do país.
Sendo assim, uma das inúmeras consequências de tantas tarifas em massa sendo impostas nos países são tanto a inflação no que se refere ao aumento dos produtos comprados pelos cidadãos dos EUA, quanto às incertezas num mercado cada vez mais volátil. Além disso, vale ressaltar que o “tarifaço de Trump” não passa de uma medida unilateral que visa proteger apenas o país diante do atual cenário do comércio internacional.
4 – PEC da Blindagem
Tendo sido idealizada em 2021, ganhando força de fato quatro anos depois, agora em 2025, a PEC da Blindagem foi um dos temas mais polêmicos do último mês em todo o país.
Para início de conversa, “PEC” é a sigla para Proposta de Emenda à Constituição, a qual possui como principal intuito realizar qualquer tipo de alteração dentro da Constituição Federal do Brasil.
A PEC da Blindagem, por sua vez, se qualifica como uma tentativa de proteger deputados e senadores de possíveis processos criminais que eles possam vir a se envolverem, com a possibilidade de investigações acerca dos casos somente após autorização prévia da Câmara dos Deputados e/ou do Senado Federal, por meio de uma votação secreta.
Tal situação possui dois lados da moeda, nos quais temos pessoas que apoiam a decisão e defendem o lado dos parlamentares, e indivíduos que desejam cada vez mais transparência no sistema judiciário brasileiro — ainda mais quando se trata de casos que envolvem funcionários públicos do alto escalão, como no caso atual.
Mesmo após diversos debates e tentativas para que a PEC da Blindagem desse certo, tivemos a rejeição unânime a ela pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Por conta da unanimidade, não há qualquer previsão para que a PEC seja revisitada novamente para uma nova votação.
Alessandro Vieira, senador filiado ao partido Movimento Democrático Brasileiro, afirmou em seu relatório contra a PEC que ela teria, como real objetivo, “proteger autores de crimes graves, como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o que configura claro desvio de finalidade e, consequentemente, inconstitucionalidade”.
Enquanto de um lado tínhamos políticos de partidos de esquerda a contra a proposta, sendo eles PSOL, PCdoB, Rede, Novo e PT, do outro tínhamos, em sua grande maioria, partidos e políticos do Centrão, conservadores e da direita a favor dela, argumentando que o Supremo Tribunal Federal persegue seus membros quando eles só estão praticando sua “liberdade de expressão”.
5 – Brasil e EUA após a condenação de Bolsonaro
Algo até então inacreditável aconteceu.
O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, foi condenado no último dia 11 de setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão, além de 124 dias de multa no valor de dois salários mínimos por dia, por crimes que envolvem tanto a participação na tentativa do golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, após sua derrota para o então atual presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Durante a gestão de Bolsonaro, era comum ver o ex-presidente exaltando Donald Trump e os Estados Unidos, tendo ações semelhantes ao do chefe de estado estadunidense ao defender pautas e praticar ações similares deste, como alegar fraude eleitoral durante as eleições, negar medidas protetivas contra a Covid-19 e cometer um ataque ao poder Judiciário, visto que tanto a invasão da Praça dos Três Poderes, em Brasília, quanto a invasão no Capitólio, dois anos antes, foram praticadas em situações e por motivos parecidos em ambos os casos.
Com o então atual presidente Lula no comando do país, Bolsonaro condenado e uma onde de tarifas abusivas por parte de Donald Trump, é interessante acompanhar todos os pormenores do caso, já que tal tema pode (e muito provavelmente deverá) ser cobrado em vários concursos ao redor do país.
11 dias após a condenação de Bolsonaro, o presidente estadunidense aplicou a Lei Magnitsky em Viviane Barci de Moraes, esposa do Ministro do STF (Superior Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, alegando que houveram, ao longo do julgamento “abuso de autoridade, criação de um complexo de censura, ataque flagrante a oponentes políticos e prática de graves violações de direitos humanos. Aqueles que protegem e permitem que atores estrangeiros como Moraes ameacem os interesses dos Estados Unidos também serão responsabilizados.”, disse o secretário de estado dos EUA, Marco Rubio.
Sancionada, a Lei Magnitsky visa punir e responsabilizar qualquer tipo de pessoa e/ou organização que cometa ações graves e crimes contra os direitos humanos e a favor da corrupção. Nesse sentido, Trump chamou a condenação de Bolsonaro e todos os seus pormenores de uma “situação terrível” e uma “caça às bruxas horrenda”. As tarifas impostas no Brasil, que antes já eram altas, pioraram após tal condenação, fazendo com que sejam utilizadas de maneira a retaliar e punir o Brasil pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nós, do DODF, te desejamos bons estudos e até a próxima.











