Dicas técnicas para arrasar em qualquer redação para concursos públicos!

Muitos concurseiros sentem receio quando chega a tão temida hora de realizar a prova de redação, recheados de dúvidas as quais, na maior parte do tempo, irão apenas atrasar seu desempenho numa prova que pode mudar suas vidas para sempre.

Como dissemos em outros textos, a redação nada mais é do que uma receita de bolo, esta que, desde que você a siga à risca, conseguirá bons resultados. Porém, assim como toda receita de bolo, não há como cozinhar algo bom e gostoso sem a famosa técnica.

Afinal, é graças à técnica que você alcança o impossível.

Sem a técnica necessária, muito dificilmente você conseguirá alcançar a nota mínima para passar de fase ou até mesmo para chegar perto da tão sonhada posse. 

Imagina só se as confeiteiras não seguissem regras para a confecção de seus bolos e doces e batesse a massa por minutos diferentes, colocassem ingredientes quaisquer ou até mesmo improvisar numa receita que, em tese, deveria ser algo especial? Imagina só se elas se guiassem apenas pelo achismo e não se baseassem na técnica que transforma a junção dos ingredientes naquela receita tão querida por você e sua avó?

Com a redação, é o mesmo caso (com algumas diferenças claras, como a substituição da parte alimentícia pelas boas e velhas palavras e canetas).

Caso você vá estudar redações de grandes notas, verá que todas elas — sem exceção nenhuma – seguiram técnicas que pré-determinaram suas aprovações, seja ela de vestibulares ou concursos públicos (a lógica é a mesma!).

Logo, com a crescente demanda de certames com provas de redação em suas segundas fases, o DODF preparou o artigo ideal para você, que está atrás de conteúdos confiáveis, recheados de dicas sucintas e que, com certeza, irão te ajudar não apenas nas provas, como também na sua vida na totalidade!

Vamos começar?

1 – Interpretação de texto é ouro!

Acredite ou não, a interpretação de texto irá te acompanhar até nos blocos de matemática e raciocínio lógico — afinal, sem ela nós não lemos o mundo!

Interpretar um texto nada mais é do que ler nas suas entrelinhas a fim de entender uma ideia central que, por muitas vezes, pode passar batida ao longo da primeira leitura por falta de atenção e prática.

É por meio dela que podemos construir nossas próprias opiniões e julgamentos acerca de algo ou alguém, deixando assim nossa comunicação mais clara para aquilo que importa — principalmente, na redação!

Este é um elemento chave da técnica da escrita que você necessita utilizar. Sem a capacidade de interpretar um texto a fim de construir um ponto de vista em cima dele (seja para defendê-lo ou criticá-lo), você não conseguirá ter embasamento e muito menos saber como trabalhar com as diversas fontes a serem citadas na sua redação.

Temos como um bom exemplo as frases de grandes filósofos contemporâneos, como Djamila Ribeiro, Zygmunt Bauman e Mário Sergio Cortella. A depender do texto a ser elaborado, você pode (e deve!), utilizar uma mesma frase dita por tais pensadores em mais de um tema graças às várias interpretações que elas te dão conforme você as estuda!

Não só para as redações, como também esse pequeno elemento básico é fundamental para o nosso dia a dia, nos ajudando a evitar maus entendimentos com a linguagem que utilizamos!

Aliás… Vamos para o segundo tópico?

2 – Linguagem Forma X Linguagem Informal

Acredite: muitas redações são zeradas e desclassificadas por utilizarem a linguagem informal em seus textos.

Mas, afinal, o que é linguagem formal e informal?

Para início de conversa, a linguagem informal é aquela que você utiliza no seus dia a dia com seus amigos, familiares e até mesmo com desconhecidos, em especial quando estamos tratando das gerações mais jovens que não estão muito habituadas à norma padrão culta sendo utilizada no dia a dia. Temos como um grande exemplo os textos aqui do DODF!

Viu o conectivo camarada que trouxemos para fisgar sua atenção desde o início? Pois é! Este é um (dos vários!) exemplos que poderíamos dar sobre a linguagem informal — a qual é muito utilizada também na internet, transformando-se no bom e velho “internetês” que tanto usamos para nos comunicar no Século XXI!

Gírias, palavras faladas metade, ditados populares e pouca atenção à pontuação é que iremos encontrar geralmente na linguagem informal, esta que, como o próprio nome diz, não necessita de tamanha formalidade para expressar uma ideia ou algo.

Já na linguagem formal, o assunto muda.

A não ser em casos extremamente específicos (como no caso de crônicas e outros tipos textuais que pedem uma linguagem mais clara, objetiva e sem muita preocupação com as regras gerais), você só poderá utilizar este tipo de linguagem nas suas redações.

“Ah! Mas por quê?

Por três simples motivos: em provas de concurso, em que buscamos melhorar de vida e levar uma maior segurança financeira para nós e nossa família, fazer uso da linguagem formal é o mais indicado, visto que ela transmite o profissionalismo e a padronização necessários que os concursos geralmente esperam de seus futuros empossados.

3 – Coesão X Coerência

Com nomes tão similares, mas, tão diferentes ao mesmo tempo, é possível diferenciar entre cada um desses elementos a partir do momento em que você conhece a ligação que existe entre eles. 

Enquanto a coesão trabalha com a ligação gramatical do texto, sempre construindo frases e parágrafos a fim de que eles se conectem da melhor maneira possível, a coerência irá trabalhar a lógica das ideias

Ambos caminham lado a lado e não se desgrudam de forma alguma, visto que seria um pouco confuso você ler uma redação e, no meio dela, não encontrar nenhuma conectividade entre o conteúdo e a maneira como ele nos é apresentado!

Neste tópico, é importante você saber que:

  • Nenhuma ideia ao longo do seu texto pode se divergir com as demais informações contidas nele;
  • Falar diversas vezes sobre um mesmo ponto acaba tornando a escrita prolixa, com repetições desnecessárias sobre assuntos que já foram discutidos anteriormente. 
  • Toda e qualquer ideia precisa estar correlacionada com o texto base.

Sem a coesão e a coerência, qualquer texto perde a relevância para com o início do tema. Graças a ela, hoje em dia podemos desfrutar de redações e produções escritas que seguem a gramática e a lógica padrão que cada concurso exige em suas provas discursivas.

4 – A tão temida “Tese”: como fazer?

Neste aqui, entramos em algo que pode ser complicado e fácil ao mesmo tempo — a depender do ponto de vista, claro.

Em toda redação, não importando o tipo, é necessário que o concurseiro dê o seu ponto de vista acerca do tema a ser discutido, afinal ele irá defender uma tese baseada na sua opinião sobre o assunto.

Claro, sempre de maneira impessoal, sem a utilização de linguagem informal ou primeira pessoa do singular e/ou plural (EU/NÓS, respectivamente), além de todas aquelas regrinhas técnicas básicas que vimos até aqui no artigo de hoje.

Muitos, quando começam a estudar sobre os elementos que compõem uma redação, sentem receio antes mesmo do momento de ver sobre a “tão temida tese” chegar, medo este fruto de lendas e pânicos desmedidos alastrados pela comunidade estudantil sobre algo que, no final de tudo, é simples.

Em textos dissertativos-argumentativos, por exemplo, você pode apresentar duas problemáticas para o tema a fim de desenvolver tal pensamento ao longo dos outros parágrafos. Para isso, temos como exemplo o seguinte trecho, para o tema “Inteligência Artificial como ferramenta facilitadora na contemporaneidade”:

“Nesta óptica, percebem-se os malefícios que a inteligência artificial vêm trazendo à sociedade conforme suas evoluções, seja diminuindo a capacidade das pessoas de pensarem sozinhas ou pela falta de regulamentação para que tecnologias como estas não violem os direitos autorais pela internet.”

As palavras marcadas em negrito representam a tese do autor do texto e quais serão os problemas que ele abordará na redação em questão. Basta você saber interpretar como transformar as várias possibilidades de discussões acerca de tal por meio de argumentos sólidos, fortes e que não sejam rasos.

Afinal, de nada irá adiantar você colocar, num tema como esse, que a inteligência é maléfica para a sociedade apenas por simplesmente dar respostas falsas ou algo do tipo. As bancas valorizam argumentos vindos de teses embasadas em fatos reais ou algo cultural que relacione o que eu falo com o escrito

Nós do DODF te desejamos bons estudos e até a próxima.