Tudo sobre redações para concursos públicos!

Com a abertura de um novo edital do concurso para o cargo de Escrevente do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) e a notícia de que a etapa da prova prática de digitação foi substituída pela prova de redação, várias pessoas se encontram preocupadas quanto ao novo modelo da prova.

“Será muito difícil? E se eu não passar? Ainda é possível se preparar para um novo modelo com tão pouco tempo até o dia oficial?” são alguns dos pensamentos que cercam a comunidade atualmente. De fato, a redação pode ser considerada a maior “vilã” dos concurseiros, seja por sua complexidade ou por puro medo de lendas espalhadas na internet sobre ser uma etapa “muito difícil” de ser enfrentada. 

Porém, a verdade é: redação é uma receita de bolo. Logo, desde que você siga os passos e adapte essa receita aos temas e modelos exigidos nos concursos que você fizer, não tem motivos para ter medo! 

Infelizmente, existem várias desinformações que pregam certo “terrorismo” acerca do tema e, por consequência, desestimulam os concurseiros que sonham mais do que tudo com um bom emprego, o qual traga estabilidade e a garantia de que não serão despedidos do dia para a noite como acontece na iniciativa privada. 

Seja em concursos ou no vestibular, essa etapa geralmente possui um grande peso na nota final sendo importante estudar para ela com muita atenção e dedicação, visto que pode ser através dela que você estará um passo mais perto da tão sonhada posse! 

Logo, nós do DODF preparamos um super artigo sobre tudo o que você precisa saber sobre a redação em concursos públicos! Com dicas objetivas que podem ser colocadas em prática de imediato, você sairá daqui preparado com aquele “básico que funciona”, seja para a redação do TJSP ou para qualquer outra!

Vamos começar?

1 – A prática leva à posse

Assim como fazemos com questões objetivas, praticar várias vezes a redação pode ser uma das formas que te levarão até a tão sonhada posse!

O ideal é que você faça pelo menos um texto por semana, sempre corrigindo seus erros a fim de procurar melhorar cada vez mais e ter garantia de que, na prova oficial, você obterá pelo menos mais da metade da nota mínima para passar. 

Existem diversos cursos próprios para cada tipo de redação, como no Gran Cursos, no Estratégia e no Redação Online, com corretores à sua disposição para te ajudar a identificar seus pontos altos e baixos em cada um de seus textos.

De início será difícil de adaptar a tal modelo, mas tenha certeza de que, quanto mais você praticar, mais perto estará a sua posse. 

2 – Leia o máximo que conseguir

Ao lado da prática, o que irá melhorar a sua escrita e te ensinará de forma “inconsciente” a colocar os sinais gráficos, além de construir um texto coeso e coerente será a leitura.

Calma! Não estamos falando para você ler livros clássicos (apesar de serem uma boa pedida também).

Nesta etapa, você pode ler o que você quiser. Sejam livros clássicos, romances contemporâneos, fantasias épicas, mangás de terror ou até mesmo da Turma da Mônica. Toda leitura é válida desde que seja uma leitura

Caso você não seja muito adepto a livros físicos ou não possa comprá-los por falta de dinheiro, saiba que é possível manter um ótimo ritmo de leitura através dos e-books: livros digitais e com preços acessíveis em diversas plataformas da internet!

Temos como exemplo a assinatura do Kindle Unlimited da Amazon, na qual você paga um valor mensal para ter acesso a milhares de livros, e o aplicativo do Skeelo, que te dá um livro de graça mensalmente conforme a sua operadora de telefone.

Outra alternativa é o aplicativo BibliON, próprio do Governo Federal, que funciona como uma biblioteca virtual, na qual você pega um livro emprestado e tem um tempo mínimo para lê-lo e devolver, só assim poderá ler mais livros dentro de tal.

Além de tudo isso, também existe a possibilidade de você ir à biblioteca da sua cidade ou simplesmente aproveitar as promoções camaradas de sebos com livros de segunda mão, os quais terão a mesma função de um novo: ser próprio para a leitura. 

Logo, conforme você melhora esse hábito, mais bem escritos serão os seus textos! Afinal, quem lê muito, também escreve bem!

3 – A estrutura básica para qualquer redação

Não existe segredo para esta etapa. Mesmo que cada modelo peça um tipo diferente de escrita, tema e propósito, tenha certeza de que todas seguirão a seguinte estrutura:

  • Introdução: é o elemento inicial de todos os seus textos, no qual você apresentará o seu tema, o objetivo dele e, em vários modelos, a sua tese (qual será o ponto que você defenderá ao longo da redação);
  • Desenvolvimento: nesta parte você irá explicar o seu tema, apresentando argumentos que defendam o seu ponto de vista (ou seja, a sua tese), seja com dados estatísticos, referências socioculturais, fazendo alusões históricas e suas consequências para o mundo atual ou até mesmo parafraseando frases ditas por especialistas na área. Geralmente, em um texto de 30 linhas, é recomendável que você faça dois parágrafos de desenvolvimento;
  • Conclusão: aqui você irá dar o desfecho, retomando os principais pontos dos parágrafos anteriores e reforçando mais uma vez a sua tese, seja com uma proposta de intervenção como vemos em alguns textos dissertativos-argumentativos, seja apenas fazendo um apanhado geral do assunto.

Em sua grande maioria, as redações são exigidas com no mínimo 20 linhas e máximo de 30, podendo perder pontos caso faça abaixo ou acima de tal limite. Em redações nota máximas, podem ser encontrados de 4 a 5 parágrafos com cerca de 5 a 7 linhas cada um — uma quantidade que, a depender do tamanho da sua letra, pode conter várias informações (desde que sejam pertinentes ao tema).

Ao longo dela, você terá que mostrar certo domínio quanto a norma culta padrão da língua portuguesa, evitando ao máximo cometer erros ortográficos, como vírgulas fora do lugar ou grafia errada das palavras. Em conjunto disso, é importante ter em mente que cada argumento precisa ser válido e ter um peso importante para a redação, apresentado e desenvolvido com certa articulação

4 – Os tipos de redação mais cobrados em certames

Cada banca possui uma cobrança diferente e, a depender de qual cargo, nível escolar e órgão que você irá prestar a prova, saiba que o tipo de texto pode mudar.

No total, são 3 textos geralmente cobrados, sendo eles:

  • Dissertativo Argumentativo: sendo o mais comum entre concursos e vestibulares, nele você irá escolher um ponto de vista e, a partir de tal, defendê-lo com argumentos pertinentes ao 
  • Dissertativo Expositivo: neste você não precisa defender um ponto de vista, mas sim expor o tema de acordo com o que ele pede, explicando com informações claras, objetivas e que deem valor para o texto.
  • Estudo de Caso: Muito comum em concursos de magistratura, o estudo de caso irá te apresentar uma situação-problema na qual você precisará reunir todo o seu conhecimento a fim de aplicá-lo em possíveis soluções ou até mesmo discutir cada nuance do tema.

5 – Critérios para desqualificar qualquer redação:

Apesar de ser uma etapa que não possui segredos, ainda assim é válido comentar o que pode te fazer ser desclassificado do certame caso você cometa os seguintes erros em seu texto:

  • Escrever abaixo do mínimo ou acima do máximo de linhas permitidos no edital — sempre aconselhamos a ter em mente que 25 linhas é um ótimo tamanho para suas redações, visto que você terá passado o mínimo e poderá acrescentar alguma informação com as linhas que sobrarem, até formar 30.
  • Escrever outro tipo textual que não seja o pedido na prova — por exemplo, você precisa escrever um texto dissertativo-argumentativo, mas escreve um estudo de caso;
  • Fugir do tema proposto — o tema é “A uberização do trabalho”, mas você escreve sobre a importância dos aplicativos de viagem para a sociedade. Isso é uma fuga ao tema.
  • Fazer qualquer tipo de marca, assinatura, rubrica ou sinal que possa identificar ao corretor de quem é a redação que ele estiver corrigindo;
  • Escrever a lápis ou com letra ilegível, em partes ou no texto completo — veja no edital se o certame possui alguma preferência por cor de caneta e tente ao máximo escrever com uma letra que qualquer pessoa consiga entender o que está escrito. Lembre-se: uma letra legível não é perfeita, e sim entendível.
  • Utilizar expressões do dia a dia, coloquialismos, discriminações, primeira e/ou segunda pessoa do verbo — toda redação deve ser escrita na norma padrão culta da língua portuguesa com uma linguagem impessoal. Ou seja, sem “eu acho”, “na minha opinião”, “como você bem sabe”, etc.
  • Plagiar os textos motivadores, redações de terceiros ou trechos sem a fonte indicada — os textos de apoio estão ali para iluminar sua mente diante do tema proposto, logo é recomendável que você utilize outras referências que não estejam neles, sempre indicando a fonte de cada uma, de preferência.
  • Utilizar meios ilícitos, de qualquer natureza, para colar ou obter vantagem.

6 – Nova etapa do TJSP: por que não ter medo?

Como vimos até aqui, a redação não passa de receita de bolo que pode (e deve!) ser adaptada a cada tema e tipo textual que o certame exige de seus candidatos. 

Apesar de ser uma nova etapa que acarretará ainda mais concorrência, a redação do TJSP não deve te causar medo, muito pelo contrário: deve te dar a segurança que precisa para enfrentar a prova objetiva.

Para os candidatos da lista geral, só serão corrigidas as redações dos que pontuarem melhor. Já para os candidatos das cotas de pessoas Pretas, Pardas, Indígenas e PCDs (pessoas com deficiência), as redações serão corrigidas sem a necessidade de uma pontuação máxima. Em ambos os casos, a etapa será apenas de cunho eliminatório.

O segredo para uma boa redação é: prática e estudos. Quanto mais você ler, quanto mais você praticar e ir atrás de arrumar seus erros, melhor você irá se adaptar a qualquer tema e redação que o concurso que você for prestar exija de você. 

Nós do DODF te desejamos bons estudos e até a próxima!