Como saber se estou evoluindo nos estudos?

Quando somos nós por nós mesmos, às vezes não conseguimos identificar se estamos evoluindo ou não em determinado aspecto de nossa vida, como, por exemplo, nos estudos para concursos, que em sua maior parte, são feitos ao longo de uma longa caminhada solitária (ainda mais se forem online). 

Realmente, é muito difícil saber se estamos mesmo avançando rumo à aprovação ou se, por azar, estamos apenas reproduzindo o que nosso cérebro memorizou ao invés de aprender de fato. 

Vemos diversas pessoas nas redes sociais mostrando seus rendimentos nos estudos, seja acertando mais questões em poucas semanas após aplicar um novo método, seja absorvendo mais o conteúdo estudado durante um bloco de estudos. Elas até podem falar “gente, melhorei meus acertos em X matéria com tal método! Testem!”, mas todos sabemos que só ouvir alguém falando “faça!” não vai adiantar tanto quanto gostaríamos. 

Existem tantas formas de mensurar nosso rendimento nos estudos que até ficamos tontos de tantos que vemos, mas a fim que você não tenha mais dúvidas sobre o assunto, o DODF separou as melhores formas de analisar se você está, decerto, melhorando de maneira significativa nos estudos.

Vamos começar? 

Primeiro, o que é mensurar o rendimento nos estudos?

Quando mensuramos algo, quer dizer que estamos determinando as medidas de algo, não importa do que seja. Tanto um bailarino quanto um concurseiro podem mensurar seus desempenhos em cada uma de suas áreas, cada um usando os próprios critérios.

No nosso caso, vamos questionar o seguinte: meus acertos estão aumentando? Minha retenção de conteúdo nos ciclos de estudo está boa o suficiente para uma prova de concurso? O tempo que uso para responder cada questão em simulados e provas antigas vai me garantir um bom resultado e um tempo final para preencher o gabarito?

São perguntas como essas que devemos fazer quando queremos medir o nosso desempenho nos estudos.

Como saber se estou melhorando nos estudos?

Claro, não é só por meio de perguntas que chegamos a um resultado final. Para isso, existem métodos quase infalíveis para que nós, meros concurseiros, possamos medir a nossa evolução nos estudos. 

E são eles: 

1 – Anote todo o seu aprendizado em algum lugar

Registre tudo! Absolutamente tudo mesmo, porque será através do seu registro diário que você conseguirá ver a sua evolução. 

Não precisa ser nada muito elaborado ou difícil de fazer, basta pegar um caderno, abrir um arquivo no seu bloco de notas do celular, um novo documento no Word ou até mesmo uma folha em seu tablet para você começar o seu registro estudantil. 

Comece anotando quantas horas você estudou determinado conteúdo, quantas questões acertou e/ou errou, seu desempenho em simulados e provas antigas e, maior do que tudo, a sua retenção de conhecimento após blocos de estudo (que é quando realmente aprendemos algo – e não só decoramos, entende?).

Será a partir desses registros que você conseguirá começar a medir de forma eficiente os seus estudos.

2 – Define metas claras e possíveis para o seu objetivo

A segunda dica é: defina metas que sejam claras, concretas e possíveis de você alcançar o seu objetivo final (acertar mais questões em simulados, aprender de uma forma que você lembre mais tarde do que estudou, etc).

Não tem segredo, pega o seu caderninho de novo, separa uma folha dele e escreve lá suas metas. “Pode ser estudar mais horas?” pode. “Pode ser alcançar X números de acertos em matéria tal?” pode. “Pode isso? Pode aquilo?” você pode colocar quantas metas quiser, desde que elas sigam aquelas regras (para melhor aproveitamento): claras, concretas e possíveis de alcançar o que você quer. 

Não adianta colocar milhares de metas super difíceis se você não tem tempo ou ainda não está preparado para elas, entende? Um bom exemplo disso é quando uma pessoa iniciante no balé deseja ser mais flexível, a fim de fazer movimentos mais difíceis ou ter mais resistência nas pontas, mas ao invés de subir de degrau em degrau, acaba pulando até o meio da escada e se prejudica por isso. A pessoa não conseguiu ser mais flexível, afetou a parte da vida que dedicava ao balé (porque se lesionou ao acelerar o processo) e arranjou ainda mais problemas com o que se preocupar. 

Assim como essa pessoa, o mesmo pode acontecer com qualquer concurseiro que pular etapas em sua jornada. 

Além de não conseguir obter o que desejava, ainda arranjou mais problemas para se preocupar (e muito provavelmente tal, pressa prejudicou sua saúde, seja ela física, mental ou psicológica).

Tudo é um processo. Não adianta, temos que fazer o que está ao nosso alcance. Se não conseguimos acertar todas as questões de matemática ou de direito constitucional do simulado que fizemos, então vamos pegar a teoria, estudá-la de novo, tirar as nossas dúvidas para somente depois tentar alcançar o nosso objetivo, tudo bem?

Você pode colocar metas pequenas no início, como “acertar cinco questões a mais em X matéria”, “estudar trinta minutos a mais” ou até “acertar 60% do simulado”. 

Nada é impossível para quem persiste, lembre-se disso. 

3 – Ao resolver questões, provas antigas e simulados, compare seus erros e acertos com os anteriores

Acertou mais do que antes e, por consequência, diminuiu sua taxa de erros? Ótimo, continue seguindo a fórmula que usou. Continuou errando coisas consideradas “fáceis” ou piorou a sua quantidade de erros? Senta com calma e revê o que você pode estar fazendo errado. 

E, acima de tudo, anote esses dados! “Ah, mas porque anotar?”, para comparar a sua evolução nos estudos. 

Esse daqui é super fácil de fazer também: você só vai anotar os seus acertos e erros em algum lugar e, cada vez que responder novos simulados, provas antigas ou até mesmo uma bateria de questões, você irá anotar esses dados e comparar com os seus antigos, a fim de que seja possível pensar em novos métodos de estudo – ou continuar com o mesmo – para mudar ou continuar com aqueles resultados, a depender de quais foram. 

Existem bancos de questões que possuem a função premium de contabilizar esses dados para você: na própria plataforma que você responder questões, o site irá criar um algoritmo baseado nos seus acertos e erros, e lá será possível ver gráficos, tabelas, até mesmo quantas horas foram gastas para responder às questões. 

Cursos como Gran Cursos e Estratégia Concursos, que são mais completos com vídeo-aulas, PDFs e questões, já te dão esses dados caso você seja assinante deles. Outros sites focados somente em questões, como QConcursos e Tec Concursos, são os favoritos dos concurseiros quando o assunto é esse. 

4 – Teste novos métodos de aprendizagem e verifique qual melhor se adequa para você

Não existe apenas uma Maria no mundo, sendo assim, não existe apenas um único método de estudo milagroso que te levará até à aprovação em questão de dias ou meses. 

Para escolher qual método combina mais contigo, é preciso entender o funcionamento do seu aprendizado: existem pessoas que aprendem por meio de desenhos (visuais), aprendem ao escrever sobre o assunto, resolvendo problemas, outras memorizam mais através da leitura, e ainda existem pessoas que funcionam com todos esses métodos juntos, mas cada um distribuído em áreas do conhecimento.

Vai da pessoa escolher qual método combina mais com ela, sabe? Você pode tanto estudar por mapas mentais, com esquemas indicando o que é cada termo, quanto por resumos e fichamentos, os quais consistem em mais textos do que elementos visuais. É possível estudar por leitura ativa também, que é quando interagimos mais com o texto, destacando termos importantes, anotando exemplos do lado para entender melhor do que foi falado e usando o que mais você preferir: sublinhar, circular, destacar com marca-textos de diversas cores, enfim. 

Existe um mundo de possibilidades para você escolher qual método combina melhor com você, então pisa fundo e descubra o seu!

Mais dicas para te ajudar a melhorar seu rendimento nos estudos

Além dessas 4 dicas, as quais são primordiais para quem deseja evoluir nos estudos, existem outros tópicos super importantes que também devem ser levados em consideração, tais como:

  • Eliminar distrações: seja as notificações do celular, muitas coisas em sua mesa de estudo, conversas paralelas em outro cômodo de sua casa, escutar músicas que você sabe de cor a letra… Coisas do tipo, sabe? Para você melhorar em seus estudos e garantir um melhor rendimento, é preciso impedir que essas coisas te atrapalhem, então opte por estudar sem o celular por perto (ou apenas com as funções ligadas, como ligações para casos de emergência ou alarmes importantes), em bibliotecas (se for possível, claro) ou, caso não dê para estudar fora de casa, escute músicas clássicas ou sem letra, próprias para o momento de estudo. 
  • Criar um plano de estudos: quando ingressamos em qualquer tipo de estudo, seja para faculdade ou para concursos, ter organização é essencial para nada dar errado ao longo de sua jornada. Por isso, criar um plano de estudos pode ser uma boa ideia para melhorar seu rendimento. Caso você não saiba como criar um, basta ler este artigo do DODF sobre o assunto, no qual explicamos passo a passo sobre o tema. 
  • Cronometrar as horas líquidas de estudo: quando sabemos quantas horas líquidas gastamos em algo, descobrimos a melhor solução para melhorar em alguma parte, principalmente nos estudos. Desta forma, cronometrar suas horas líquidas te ajudará a acompanhar o seu rendimento para que, caso não seja tão bom, buscar soluções para melhorá-lo, como falamos ao longo do artigo.

Nós do DODF te desejamos bons estudos e até a próxima!