4 principais atualidades sobre meio ambiente para Concursos Públicos!

Saiba que ficar antenado sobre o que acontece no ecossistema do planeta em que vivemos não somente é importante para o seguimento da vida comum, como também para a vida de quem é um concurseiro nato!

Falar sobre o meio ambiente e saber o que acontece ou deixa de acontecer neste aspecto da nossa casa azul é uma ótima forma de saber quais passos devemos tomar daqui por diante para não mais afetá-la, assim como infelizmente vêm acontecendo desde a chegada do ser humano aqui. Com as constantes notícias sobre o aquecimento global em alta, a poluição quase inacabável e a emissão de gases do efeito estufa, além da extinção de animais super importantes para a nossa sobrevivência, é nosso dever enquanto cidadão e futuros servidores públicos sabermos de tudo um pouco para encontrar uma solução a fim de salvar o nosso planeta Terra.

Desta maneira, além de estudar as matérias-base para sua prova — como língua portuguesa, matemática, raciocínio lógico e conhecimentos em direito — não podemos deixar de lado o estudo acerca das atuais notícias que permeiam a nossa sociedade atual. Ao longo desta série sobre atualidades, já falamos sobre tecnologia, política brasileira e geopolítica, e economia mundial e nacional. Agora, no entanto, em plena semana da COP 30 (30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), nada mais justo do que falarmos sobre o meio ambiente!

Munido de uma linguagem simples, direta e eficaz, nós do DODF preparamos um super artigo a fim de que você saiba tudo e mais um pouco sobre o tema!

Vamos começar?

1 – Poluição Plástica

Por mais incrível e inacreditável que possa parecer, a poluição plástica é a segunda maior ameaça ambiental ao nosso planeta, perdendo apenas para as inúmeras mudanças climáticas causadas pelas ações do ser humano no planeta, causando secas, inundações, desmatamento, perda da biodiversidade e a poluição consequentemente — em especial, a plástica.

Boa parte da sociedade sabe que apenas uma pequena porcentagem dos plásticos os quais consumimos no dia a dia são, de fato, reciclados, ainda mais quando falamos sobre os países em desenvolvimento que produzem muito mais do que reciclam. No Brasil em 2019, por exemplo, reciclava apenas 1,2% do lixo plástico produzido pela população, mesmo que ele seja o 4° mais produtor de tal em todo o planeta.

Seja pela baixa reciclagem ou pelos materiais difíceis de serem reaproveitados, muitos países ainda não possuem a tecnologia necessária para esta ação, precisando recorrer muitas vezes a aterros sanitários, piorando assim significativamente toda nossa realidade. Por exemplo, canos de PVC, poliestireno (comumente utilizados em copos, talheres descartáveis e isopor), plásticos com muitas camadas encontrados em embalagens de leite e salgadinho, além do PET colorido, são muitas vezes materiais de difícil reaproveitamento — mesmo com coletas seletivas nos bairros.

Além disso, muitos países preferem produzir plásticos a partir da matéria-prima virgem (fazer um novo, no caso) ao invés de reciclarem e terem algo viável ambientalmente falando pelo custo de tal produção ser menor do que o de coletar, separar, processar e reciclar o plástico a fim de que ele seja consumido outra vez. Materiais como isopor e plásticos mistos requerem uma tecnologia de larga escala e cara para serem reciclados, visto que não possuem valor de mercado suficiente para que as grandes indústrias e até mesmo o Governo invistam nela.

Outro fator que corrobora para isso se dá pela falta de hábito da sociedade em si com relação ao reaproveitamento de materiais reutilizáveis. Poucas são às vezes em que encontramos vizinhos, colegas e familiares habituados a separarem os tipos de lixo para levá-los aos locais de coleta/descarte corretos. Infelizmente, apenas uma pequena parcela da população costuma reciclar, e tal serviço fica a cargo dos catadores, os quais nem sempre são vistos com bons olhos pelos preconceitos de classes enraizados nos indivíduos — mesmo que eles sejam, muito provavelmente, os únicos que de fato garantem que os plásticos e seus afins vão para os locais corretos.

2 – Taxação dos super ricos pode gerar US$ 5,97 trilhões em escala global

Acredite ou não, mas a taxação dos chamados “super ricos” têm mais relação com a derrota climática do que qualquer outra coisa. 

Recentemente, foi aprovado pelo Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) 1.087/2025 a isenção do pagamento do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil reais por mês a partir de 2026 — por consequência, enquanto essas pessoas não irão pagar tal taxa, houve o aumento da tributação acerca de rendas absurdamente alta, com alíquotas progressivas para indivíduos que recebem, anualmente, mais de R$ 600 mil.

Diante da taxação dos super ricos, teremos ganhos significativos tanto no que se refere ao financiamento de ações climáticas quanto na redução da produção de carbono causada pelos mais ricos.

No financiamento de ações climáticas, é válido salientar que tais recursos ganhos serão direcionados para projetos de extrema importância, sendo possível custear a transição ecológica ao investir em energias renováveis, mais infraestruturas verdes e recuperação de áreas degradadas, fora o arrecadamento para auxiliar países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e Nigéria, na dívida climática a fim de combater as mudanças que vivemos do clima e adaptar cada país aos seus efeitos iminentes.

Já na redução do impacto ambiental extremamente desproporcional, temos tal taxação de pessoas super ricas em prol da justiça climática, uma vez que é por conta desses indivíduos que temos emissões de gases tóxicos em níveis absurdamente altos. Se colocarmos na ponta do lápis os consumos por parte deles, os números não são compatíveis com a metade mais pobre da população mundial. Justamente por fazerem parte do “consumo de luxo”, tendo como exemplo, iates, jatinhos particulares, investimentos em indústrias poluentes (combustíveis fósseis sendo um deles) que será a partir da taxação mais igualitária para com quem produz altos níveis de emissão de gases poluentes que iremos promover uma maior igualdade na responsabilidade humana diante da crise ambiental vivida por nós atualmente.

3 – Janja mentiu ao falar sobre os números da Amazônia?

Durante um discurso feito na véspera da COP 30 no Global Citizen Festival, a primeira dama Rosângela da Silva, mais conhecida como Janja, afirmou que a Amazônia possui 50 milhões de habitantes e mais de 300 idiomas, visto os mais de 400 povos indígenas que por ali vivem — tais números exorbitantes foram alvos de fake news na internet, com usuários afirmando que Janja estaria mentindo enquanto espalhava números irreais numa conferência de grande importância.

No entanto, quem está mentindo são os usuários, já que Janja não mentiu em momento algum. 

De fato, a Amazônia possui tais números, segundo dados do Banco Mundial, o qual afirma que o pulmão do mundo abriga cerca de 47 milhões de habitantes numa área de 6,7 milhões de km², tendo em sua composição partes dos territórios do  Brasil, Equador, Colômbia, Suriname, Venezuela, Peru, Bolívia, Guiana e Guiana Francesa. Assim, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a Amazônia conta com mais de 400 grupos étnicos indígenas e 300 idiomas — somente no Brasil, são 391 etnias e 295 idiomas, com 259 etnias no Amazonas e 22 no Pará.

A primeira vista, tal “polêmica” pode passar despercebida pela maioria das pessoas por conta de sua natureza, tanto por ser uma fake news quanto por envolver a “possível ignorância” da primeira dama (a qual foi desmentida com base em dados científicos). No entanto, caso paremos para pensar sobre o assunto, é super viável imaginar uma questão que aborde tais números e informações em seu concurso público — por tantas pessoas desconhecerem a grandiosidade de nossa Amazônia, dá para perceber que somente quem está antenado nas últimas notícias será capaz de ganhar alguns pontos em sua prova.

Você conhecia esses dados? Ou ficou sabendo somente agora? Comenta aqui embaixo!

4 – COP 30

A COP 30, de longe, foi um dos maiores assuntos do momentos globalmente falando.

Realizada em Belém do Pará, no Brasil, entre o dia 10 até 21 de novembro de 2025, teve como debate central a Amazônia. Apesar de ainda estarmos dentro do evento, alguns assuntos já podem ser definidos como “feitos” até o momento, como, por exemplo, temas já debatidos neste artigo:

  • Meta do financiamento climático com relação à taxação dos super ricos foi definida pelos países mais desenvolvidos e com maior aporte financeiro, estabelecendo propostas entre US$ 1 trilhão a US$ 1,3 trilhão anuais até 2030, com início para meados de 2026;
  • O Brasil posicionou o etanol e o gás natural como combustíveis de transição energética, mesmo que tal decisão tenha sido fortemente criticada pela comunidade científica. Além disso, toda a escolha foi levada em consideração às necessidades dos países ainda em desenvolvimento;
  • Graças aos indicadores estabelecidos para a Meta Global de Adaptação (GGA), foi possível adaptar a atual situação climática em prol de áreas que foram duramente afetadas por esta, como a saúde, o saneamento, a agricultura e a segurança hídrica.
  • Mais uma vez, o Brasil deu seu nome ao levantar maiores debates acerca de como a bioeconomia é importante para o nosso atual comércio internacional, visando o combate ao desmatamento a partir do Fundo para Florestas (Tropical Forest Forever Fund), um fundo de abrangência internacional para a conservação em áreas florestais.

Graças a COP 30, tivemos debates voltados para assuntos que realmente importam, quando falamos sobre o nosso meio ambiente: financiamento climático a partir da taxação de pessoas que emitem mais gases do que uma população inteira, o fim de combustíveis fósseis danosos para o nosso ecossistema e adaptações climáticas.

Nós do DODF desejamos bons estudos e até a próxima!