Decoreba: porque você não deve “decorar” o que estuda para concursos

A prática da “decoreba” é um recurso muito utilizado por estudantes em preparação para concursos públicos.

Todos os dias, milhares de concurseiros passam horas e mais horas em uma busca por decorar cada assunto importante. E assim, conseguir ter um desempenho muito melhor na prova, melhorando suas chances de aprovação.

Porém, esse recurso não deve — pelo menos não deveria — ser utilizado para estudar para um concurso público. Pois tentar decorar o conteúdo estudado pode, ao invés de ajudar o concursando, prejudicar a qualidade do seu estudo e por consequência a sua prova.

Pensando nisso, preparamos este conteúdo para mostrar porque você não deve usar tentar a decoreba ao se preparar para um concurso.

Decoreba: entenda exatamente o que é esse recurso

Você já pensou ou quis decorar todo o conteúdo para não errar nada quando se preparava para uma prova?

Isso pode ter acontecido no fundamental, no ensino médio, na faculdade, etc… Mas com certeza você, e praticamente todo mundo, já tentou decorar todo um assunto ao se preparar para fazer uma prova.

A “decoreba” consiste em um recurso utilizado para tentar memorizar com exatidão todo um conteúdo estudado. Ou seja, ela é uma técnica para simplesmente gravar na memória do estudante uma informação.

Essa informação pode ser o significado de uma sigla, a data específica de um acontecimento histórico, uma fórmula ou equação, etc.

Na prática, a técnica consiste em repetir a informação que se está tentando decorar até que ela fique “gravada” na mente do estudante.

No entanto, esse não é um recurso que deve ser utilizado por estudantes ao se prepararem para provas. E especialmente para provas de concursos públicos, a decoreba não deve ser utilizada.

Por que tentar decorar matérias para o concurso é um erro

Quando um estudante faz a decoreba de um conteúdo, ele simplesmente grava aquela informação em seu cérebro.

Seu objetivo com isso é apenas fixar a informação crua da matéria em sua mente. Com a finalidade de poder evocar ela na memória com exatidão no momento em que ela é necessária.

Ou seja, durante a realização da prova, bem no momento em que a questão para a qual essa informação é a resposta surge.

Para ficar mais claro, imagine que você faz uma nota rápida em um papel com o endereço de uma casa e seu número. Ao chegar no bairro onde fica essa casa, você vai conferir o papel com a anotação e confirmar o endereço para acertar a casa.

E depois, o que vai ser do papel onde você anotou o endereço?

Provavelmente você vai jogar ele fora, e a decoreba funciona dessa mesma forma no seu cérebro. Uma informação anotada para uso posterior, mas que após esse uso vai ser descartada.

O problema dessa técnica é que a informação nem sempre ficará gravada até você precisar. E aí pode ser que, quando a questão surgir na prova, a resposta decorada por você não surja. E é nesse ponto que vem o famoso “branco”.

Memória de curto prazo: a falha mortal da decoreba

O branco que pode vir quando você tenta decorar uma informação ou matéria é explicado pela forma como funciona nossa memória.

Nosso cérebro possui essencialmente 3 tipos de memória, que são:

  • Memória Sensorial: utilizada para descrever a habilidade de modo a reter informações que chegam pelos órgãos dos sentidos;
  • Memória de Curto Prazo: esse tipo de memória consiste em uma informação captada pelos sentidos e até memorizada, porém é esquecida depois de um tempo relativamente curto;
  • Memória de Longo Prazo: é o tipo de memória onde as informações aprendidas pelo cérebro por muitos anos.

As informações aprendidas com a técnica da decoreba ficam registradas na memória de curto prazo. Elas ficam armazenadas vagamente no nosso cérebro, e assim podem ser facilmente esquecidas.

Isso mostra porque essa técnica não é boa para quem se prepara para provas, especialmente as de concurso.

Mas, o que fazer no lugar da decoreba?

Memorização: a única alternativa segura para o estudante

Muitos estudantes acreditam que decorar e memorizar um conteúdo, matéria estudada, é a mesma coisa. No entanto, isso não é nem de perto uma verdade, e o estudante que insiste nesse erro se prejudica muito numa prova.

Como explicamos no tópico anterior, a decoreba consiste em gravar informações na memória de curto prazo. Ela realmente permite que o estudante consiga evocar as informações que ela gravou enquanto decorava.

No entanto, essas informações serão rapidamente esquecidas, o que pode atrapalhar na prova do concurso. Sem falar que, caso eventualmente o candidato passasse no concurso decorando, teria problemas ao assumir o cargo.

Já a memorização não possui esses problemas, pois ela não vem da repetição da informação até que ela se grave no cérebro. Como é o que ocorre com a decoração de um assunto ou matéria.

Entendendo a memorização

O processo de memorização vem a partir do aprendizado. Ele é feito a partir do estudo e aplicação das informações que o estudante adquire.

Um estudante de concurso consegue memorizar um conteúdo, matéria, quando ele realiza exercícios e consolida o conhecimento no cérebro. Nisso, as informações obtidas são guardadas na chamada memória de longo prazo, e podem ficar lá por anos ou mesmo décadas.

Por isso que o estudante de concurso público deve esquecer a ideia de decorar conteúdos e voltar sua atenção a realmente memorizar o que estuda.

O próximo passo para sua aprovação no concurso

Agora você sabe que a decoreba é uma prática que não funciona para o estudante de concurso público.

E que o melhor caminho para a aprovação é memorizar os assuntos estudados.

Mas como que se memoriza de verdade?

Essa dúvida, tão comum nos concursandos, é de extrema importância. Por isso, estamos preparando conteúdos completos sobre o tema.

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